Corredor Tapajos

PROJETO ENCERRADO: Floresta Ativa: apoio ao desenvolvimento territorial integrado no Tapajós

Apoio ao Desenvolvimento Territorial Integrado em Unidades de Conservação da Amazônia. Uma experiência demonstrativa na Resex Tapajós/ Arapuins

 

Parceiro: Projeto Saúde & Alegria

Data de encerramento: Março de 2016

 

O Corredor Tapajós é um dos territórios com maior número de assentamentos no estado do Pará. Além disso, a região resguarda um bloco de áreas protegidas que fazem frente à pressão econômica exercida pela pecuária, ao Sul, e pela exploração madeireira ilegal, ao norte. Junto com seus parceiros, o Fundo Vale vem apoiando ações que promovam uma nova perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Buscando alternativas econômicas mais sustentáveis para o território, agregando o componente da inovação, o Fundo Vale vem apoiando a organização Projeto Saúde & Alegria (PSA) na construção do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA, unidade demonstrativa que promove os princípios agroecológicos da permacultura, dentro da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns. Pensado dentro do escopo do projeto Floresta Ativa, o CEFA busca desenvolver e compartilhar tecnologias a partir dos potenciais agroecológicos das comunidades, além de testar novos modelos para reflorestamento, agricultura orgânica, apicultura, aquicultura, dentre outros. Com a conclusão de sua primeira etapa em 2014 (do total de três), o Centro já ofereceu nesse ano cursos para moradores da Resex e para técnicos, abordando tanto a permacultura, como a meliponicultura, destacando novas formas de se pensar o que produzir e como produzir a partir das vocações do território. Quando concluído, o CEFA será gerido por uma estrutura que articula atores públicos e privados, envolvendo o Saúde & Alegria, a Associação Tapajoara (concessionária da área), o ICMBIO (órgão responsável pela Resex) e as comunidades diretamente envolvidas.

Além de incrementar a produção sustentável, o projeto também busca melhorar as condições de vida das populações da Resex por meio do acesso a serviços essenciais. Assim, estruturam um modelo para distribuir água para quatro localidades, beneficiando neste ano cerca de 100 famílias. A experiência também contribuiu para o fortalecimento do capital social local com a formação de uma comissão intercomunitária composta de 15 lideranças responsáveis pela gestão técnica e financeira do sistema de água, nos moldes de um “empreendimento comunitário”, gerido por todos e para todos.

Ao final do Projeto, como resultado de um processo de construção participativa, espera-se um conjunto de práticas e soluções adaptadas de Desenvolvimento Territorial Integrado (social, econômico, ambiental e cultural), que além de gerar benefícios diretos à população envolvida, se constituam também em tecnologias socioambientais replicáveis e passíveis de disseminação, contribuindo como referencias demonstrativas para as politicas e estratégias das Unidades de Conservação de Uso Sustentável da Amazônia.

Principais atividades:

  • Agroecologia e reposição florestal: recuperação de áreas degradadas nas proximidades das comunidades, nos quintais e junto aos roçados familiares, oferecendo aos produtores os instrumentos necessários (investimentos, incentivos, assistência técnica, organizacional e gerencial) para implantação de sistemas agroflorestais, permaculturais, entre outras práticas mais eficientes, eficazes e amigáveis ao meio ambiente.
  • Empreendimentos sustentáveis complementares e integrados: ações de fortalecimento do Turismo de Base Comunitária/TBC, com a ampliação dos roteiros, polos de visitação, construção de duas pousadas comunitárias e envolvimento de mais de 200 empreendedores locais; incremento do Artesanato da Floresta junto a novos grupos de mulheres, com 10 polos de produção e 200 artesãos mobilizados; integrar práticas agroecológicas, tornando a Resex uma referencia em TBC e aproveitamento dos produtos da sociobiodiversidade, como alternativas econômicas mantem a floresta em pé, geram renda e valorizam a cultura local.
  • Educação comunitária e ambiental: aprofundamento de um piloto de adequação curricular, com abordagens territoriais, ambientais e culturais, atualmente em quatro escolas-polos da Resex, com metas de expansão para 20 Escolas da Rede de Ensino Público dentro da UC; construir subsídios para o Programa Nacional de Educação no Campo-MEC/Região Norte a partir de referências pedagógicas que melhorem a qualidade da educação no contexto rural amazônico, reduzindo a distância entre o ensino formal e a realidade local.
  • Inclusão digital: expansão para 18 polos de acesso à internet (10 Telecentros e 8 pontos de conexão 3G), totalizando 1.500 famílias beneficiadas, com uma Rede de Comunicação e Informação constituída na Resex, facilitando a comunicação entre os cidadãos, as notificações de emergências, o resgate cultural, a participação nas redes sociais, a criação de blogs e sites locais, com a Amazônia sendo apresentada pelos próprios moradores.

Parceiros locais: Governos e Órgãos Públicos, entidades de ensino e pesquisa, organizações de base e não governamentais.

Ficha técnica:

Objetivo geral

Construir de forma participativa um conjunto de práticas e soluções adaptadas de Desenvolvimento Territorial Integrado (social, econômico, ambiental e cultural), que além de gerar benefícios diretos à população envolvida, se constituam também em tecnologias socioambientais replicáveis e passíveis de disseminação, contribuindo como referencias demonstrativas para as politicas e estratégias das Unidades de Conservação de Uso Sustentável da Amazônia.

Início

Outubro de 2013

Duração

30 meses