Corredor Xingu

Florestas de Valor – Novos Modelos de Negócio para a Amazônia

seloxingu_novoFomentando atividades produtivas de populações tradicionais no Xingu por meio de novos modelos de negócio

 

Parceiro: Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola

 

O Território do Xingu, constitui-se num dos maiores corredores de áreas protegidas do Brasil, com aproximadamente mais de 26 milhões de ha e com uma imensa diversidade socioambiental, sendo 21 terras indígenas, 9 unidades de conservação, uma grande diversidade étnica (26 povos indígenas, seringueiros, castanheiros, pescadores etc.) e biológica, além de representar provedores essenciais de serviços ambientais de grande valor para a sociedade, como água, solo, clima e temperatura, chuva, entre muitos outros.

Este território, contudo, apesar de ter 49% de sua área conservada, principalmente dentro das áreas protegidas, encontra-se na fronteira agrícola da Amazônia, região de intensa pressão de desmatamento e atividades predatórias, como a extração ilegal de madeira, agricultura, pecuária, mineração, construção de rodovias e hidroelétricas.

O Xingu segue constantemente ameaçado pela falta de modelos de uso sustentável dos recursos florestais aliados a relações comerciais e cadeias produtivas que reconheçam e valorizem os produtos tradicionais, manejados pelas populações com baixo impacto aos recursos.

Diante deste quadro, o Imaflora junto com uma rede de parceiros, busca criar mecanismos adequados e efetivos à escala deste território capaz de contrapor a estes desafios, e de contribuir para que o corredor de áreas protegidas do Xingu cumpra com sua função e este projeto, contribuirá diretamente para a redução das emissões por desmatamento e degradação no território do Xingu, uma vez que promoverá atividades econômicas sustentáveis para comunidades tradicionais que vivem em Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

O uso extrativista de produtos não madeireiros, associado a vínculos duradouros de mercado diferenciado, permite a permanência destas comunidades em seus territórios, e oferece a elas uma alternativa de geração de renda em que a proteção da floresta e a manutenção dos seus estoques de carbono e outros serviços ambientais são fundamentais. As atividades econômicas promovidas por este projeto, que visa a valorização destes produtos, inseridos em mercados diferenciados, contribuem com a redução da tendência atual que é de desmatamento e degradação da floresta para exploração ilegal de madeira, atividade pecuária ilegal, garimpo ilegal, e outros

O cacau por sua vez, ao ser valorizado através da ampliação do acesso a mercados diferenciados, principalmente para produtores familiares que vivem no entorno do corredor do Xingu, torna-se uma cadeia de extrema importância para reduzir a pressão externa sobre estes territórios, como alternativa de renda para a agricultura familiar frente à predominância da pecuária na região. O cacau desenvolvido em SAFs é capaz de promover a mudança da paisagem e ser uma opção às pastagens degradadas contribuindo para a concepção de um ambiente regional pautado por atividades produtivas que não dependem do desmatamento e da degradação de florestas e ecossistemas naturais.

Assim, este projeto fomentará, por meio de novos modelos de negócios, atividades produtivas de povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares no Território do Xingu, e irá facilitar a sua inserção em cadeias produtivas e mercados que reconhecem e valorizam a origem e os atributos socioambientais da produção extrativista e do cacau.

Principais Atividades:

  • Consolidar a iniciativa Origens Brasil® no Território do Xingu.
  • Aumentar número de produtores e produtos comercializados como Origens Brasil® no Xingu.
  • Identificar e conectar com o mercado os produtos Origens Brasil®, viando a valorizar a produção extrativista.
  • Ampliar e valorizar o mercado de cacau produzido em São Felix do Xingu e estimular a adoção de práticas mais sustentáveis no campo.
  • Aumentar a produção de cacau sustentável na região de São Felix do Xingu
  • Identificar e conectar mercado que reconheça a qualidade e sustentabilidade do cacau produzido em São Felix do Xingu.

 

Parceiros: GRUPO NSC – Natureza, Sociedade e Conservação, Instituto Atá, ISA – Instituto Socioambiental, Key Associados, LDC, Safe Trace, Sourcemap, UEBT – União para o BioComércio Ético, ADAFAX – Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Xingu, AFP – Associação Floresta Protegida, AMORA – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Rio Xingu, AMORA – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Anfrísio, AMORERI – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Rio Iriri, ATIX – Associação Terra Indígena do Xingu         Organização indígena, CAMPPAX – Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu, CEPLAC – Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, Instituto Kabu, Instituto Raoni, Firmenich, IBC – Indústria Brasileira de Cacau, Mercur, Pão de Açúcar/Programa Caras do Brasil, Tucum e Wickbold.

Ficha técnica:

Objetivo geral

Fomentar atividades produtivas de povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares no Território do Xingu por meio de novos modelos de negócios, e facilitar a sua inserção em cadeias produtivas e mercados que reconhecem e valorizam a origem e os atributos socioambientais da produção extrativista e do cacau.

Início

Janeiro de 2016

Duração

8 meses