Corredor Xingu

PROJETO ENCERRADO: Fortalecimento de Cadeias Produtivas e Mercados Sustentáveis

Agregando valor aos produtos da floresta e melhorando a renda das populações que vivem no Corredor Xingu, no Pará.

 

Parceiro: Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola

Data de encerramento: Junho de 2016

 

Pensar na valorização dos produtos agroflorestais produzidos por comunidades tradicionais tem sido o foco da atuação do Imaflora, em parceria com o Fundo Vale, no Corredor Xingu. O selo Origens Brasil® surge da necessidade de valorizar os produtos manejados por populações tradicionais e indígenas, em territórios de diversidade socioambiental como o Xingu.

Lançado em 2016, o selo inciou sua estruturação de sua governança e gestão em 2014, com o funcionamento ativo do Conselho do Origens Brasil® e do Comitê territorial do Xingu, com representação e papéis variados entre diferentes organizações atuantes no território.

Além disso, foi desenvolvida a Plataforma Tecnológica do Origens Brasil® através da qual as comunidades e instituições de apoio acessam e alimentam informações sobre produção, comercialização e indicadores de impacto, usando dispositivos móveis (tablets e celulares). O objetivo é conferir transparência e auxiliar na gestão das cadeias de valor do território. As informações poderão ser visualizadas em mapas georreferenciados, de forma consolidada.

Através do seu site, o Origens Brasil®, oferece às empresas e comunidades que aderirem à iniciativa, um mecanismo que permite comunicar ao consumidor, a história por trás de cada produto, através do uso da logomarca que é o próprio código QR (Quick Response). O mapeamento de potenciais produtos do Xingu que levarão o selo Origens Brasil® para todo o Brasil já foi feito. Mel, copaíba e castanhas serão os primeiros a fazer parte desta iniciativa.

Dada a variedade e riqueza da produção no território, e interesse das empresas, muitos outros produtos poderão incorporar essa marca, agregando valor aos produtos e melhorando a renda das populações locais.

 

Principais atividades:

  • Identificar, estudar e comparar metodologias adequadas para quantificar e valorar os serviços ambientais prestados pelo corredor de Áreas Protegidas do Xingu e outras áreas da Amazônia, visando propor um método aplicável que associe estes serviços aos produtos da agricultura familiar e de comunidades extrativistas.
  • Participar das articulações interinstitucionais no corredor que promovam coordenação das ações para melhoria das condições do território.
  • Operacionalizar um sistema de comercialização e certificação de origem territorial do Xingu para produtos extrativistas que contribuem para a conservação de Áreas Protegidas.
  • Promover conexões de mercado entre as comunidades extrativistas e os produtores agrícolas do entorno, com empresas que reconheçam e valorizem a produção que contribui para a conservação e manutenção dos atributos socioambientais das Áreas Protegidas.
  • Capacitar produtores agrícolas no entorno para a adequação socioambiental e adoção de práticas sustentáveis que reduzam a pressão sobre as Áreas Protegidas.
  • Elaborar e publicar informações das cadeias produtivas dos principais produtos extrativistas e agrícolas comercializados no território, para identificar e dar visibilidade as questões socioambientais de sua produção, comercialização e mercado.
  • Desenvolver metodologia para a incorporação de serviços ambientais nos negócios realizados entre empresas, comunidades e agricultura familiar.
  • Participar de espaços para articulações interinstitucionais no corredor que promovam coordenação das ações para melhoria das condições do território.

Parceiros locais: ADAFAX; Associação de Moradores da Resex do Rio Iriri (AMORERI); Associação de Moradores da Resex do Rio Xingu (AMOREX); Associação de Moradores da Resex do Riozinho do Anfrísio (AMORA); Associação de Extrativistas do Rio Iriri – Maribel (AERIM); Projeto Sementes da Floresta (PSF); Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP); ATIX, CEPLAC, IIEB,  KABU, RAONI, UEBT.

 

Para saber mais:

 


 

Ficha técnica:

Objetivo geral

Contribuir para que as Áreas Protegidas de uso direto do Corredor do Xingu, cumpram com sua função e objetivos sociais, ambientais e econômicos, através do fortalecimento de Cadeias Produtivas e mercados sustentáveis, como instrumento de geração de renda e conservação.

Início

Maio de 2014

Duração

23 meses