Bacia do Rio Negro

PROJETO ENCERRADO: Gente para Conservação e Conservação para Gente

Formando lideranças para o futuro do baixo Rio Negro, na Amazônia

 

Parceiro: FVA – Fundação Vitória Amazônica

 

Como o objetivo de fortalecer as capacidades técnico-políticas dos diversos atores que interagem com unidades de conservação no baixo Rio Negro, o projeto se desdobra em três frentes de trabalho: formação de lideranças comunitárias e dos poderes públicos municipais; fortalecimento do polo de beneficiamento de castanha do rio Unini; e aprofundamento e disseminação do conhecimento sobre os impactos da expansão da Região Metropolitana de Manaus.

Dentre os vetores de desenvolvimento para comunidades na Bacia do Rio Negro, a cadeia produtiva da Castanha da Amazônia tem se estabelecido como atividade fundamental para a região, com potenciais de geração de renda e de articulação intercomunitária. Com o apoio do Fundo Vale, a Fundação Vitória Amazônica (FVA) tem ajudado no desenvolvimento econômico sustentável e na articulação das comunidades engajadas nessa cadeia produtiva.

Na região do rio Unini, a estratégia se deu através do aprimoramento e fortalecimento da coleta e beneficiamento da castanha através do apoio à organização dos coletores, realização de atividades de treinamento técnico, suporte ao beneficiamento do produto com o refinamento do processo produtivo da fábrica (CAUMORU) junto com a COOMARU e no acesso a políticas públicas de financiamento da produção. Resultado: em 2014 foram beneficiadas cerca de 15 toneladas de castanha bruta, uma produção recorde frente a uma média dos últimos dois anos de 11 toneladas, movimentando R$ 100 mil na economia local e gerando benefícios diretos para quase 200 famílias do rio Unini.

O Grupo de Trabalho da Castanha, que é liderado por mulheres, esteve diretamente envolvido nas ações da FVA, assegurando o bom andamento das atividades da fábrica de beneficiamento. Esse engajamento tem sido de extrema relevância para a dinamização da cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que demonstra o importante papel de liderança feminina. Graças às novas técnicas de manejo e beneficiamento compartilhadas, a castanha dessa região vem alcançando um novo patamar de qualidade e avança em seu processo de conquista do mercado local.

Na frente de trabalho junto aos três municípios ligados à Região Metropolitana de Manaus (Manacapuru, Iranduba e Novo Airão), que sofre com as pressões cada vez mais intensas de crescimento urbano, o projeto promove ações para qualificar o poder público municipal sobre temas como gestão ambienta e sustentabilidade.

Além disso, foi criado o Observatório da Região Metropolitana de Manaus (RMM), com a proposta de servir de veículo crítico e propositivo às iniciativas públicas e privadas que tenham impactos sobre o meio ambiente e comunidades dos municípios que compõem a RMM. O Observatório se constitui numa plataforma participativa para a construção de uma região metropolitana que se desenvolva com respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural do Amazonas.

Principais atividades:

  • Ações de fortalecimento da cadeia de valor da castanha do Brasil.
  • Monitoramento das variáveis socioambientais nos municípios de Novo Airão, Manacapuru e Iranduba.
  • Mobilização e fortalecimento de lideranças comunitárias e gestores públicos de três municípios do baixo Rio Negro (Iranduba, Manacapuru e Novo Airão).
  • Construção e implementação do Centro de Referência em Novo Airão.

 

Parceiros locais: Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio; Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – SDS; Centro Estadual de Unidades de Conservação – CEUC; Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ; Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB; Prefeitura Municipal de Novo Airão; Prefeitura Municipal de Manacapuru; Prefeitura Municipal de Iranduba; Associação de Moradores do Rio Unini – AMORU; Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini – COOMARU; Cooperativa Mista Agroextrativista do Xixuaú – COOPXIXUAÚ; Ajurí de Novo Airão.

Ficha técnica:

Objetivo geral

Construção e fortalecimento de capacidades técnico-políticas dos diversos atores que interagem com unidades de conservação (UCs) no baixo Rio Negro, alavancando cadeias produtivas sustentáveis e oportunidades advindas das diversas iniciativas de conservação ambiental existentes na região.

Início

Janeiro de 2013

Duração

30 meses