Nacional

Investimento em Negócios Socioambientais de Impacto

Formado por 22 fundações e institutos, grupo experimenta o uso de diferentes mecanismos financeiros para negócios socioambientais de impacto.

 

Parceiro: FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto

 

grupoTem como foco o aprendizado e vê o investimento de impacto como uma força crescente dedicada a encontrar novas maneiras de atacar a desigualdade por trás de problemas sociais e ambientais, um modelo de financiamento complementar às doações filantrópicas.

Para Patrícia Daros, Diretora de Operações do Fundo Vale, a iniciativa vem contribuindo muito para que o Fundo Vale aumente seu conhecimento sobre os mecanismos financeiros mais adequados para investimentos em negócios sustentáveis. “O ecossistema de finanças de impacto se desenvolveu muito no sudeste do país, mas na Amazônia, onde o Fundo atua, é uma novidade que tem muita sinergia com a estratégia que temos desenhado para o desenvolvimento de negócios de base florestal”, afirma.

A primeira ação do grupo é a iniciativa Aprendizado em Negócios de Impacto Social, que teve início em janeiro de 2017 e será implementada até o final de 2018. A proposta tem como objetivo aprender coletiva e colaborativamente sobre os diferentes mecanismos financeiros e as distintas etapas do processo no apoio a negócios de impacto.

O FIIMP vai acompanhar o uso desses mecanismos e sistematizar a experiência como forma de garantir o aprendizado para Fundações e Institutos – além de outros atores que queiram informações para futuramente engajar-se neste campo.  A aposta é aprender com os intermediários do campo das finanças sociais, isto é, organizações que facilitam, conectam e apoiam a parceria entre investidores e organizações que geram impacto socioambiental, bem como qualificam a construção do ecossistema como fundos de investimento, fundos sociais, empresas de avaliação e certificação, universidades etc.

Trata-se de uma iniciativa inovadora pela aprendizagem colaborativa e pela gestão transversal envolvendo institutos e fundações que tradicionalmente apoiam projetos por meio de doações não reembolsáveis

 

Fortalecendo o ecossistema de finanças sociais

Para esta iniciativa, o grupo de organizações arrecadou um total de R$ 703,5 mil – cada uma delas aportou aproximadamente 34 mil Reais – que serão alocados em negócios de impacto socioambientais, via intermediários, e no ecossistema de finanças sociais. Todo processo de aprendizagem será sistematizado e compartilhado em um guia para que outras fundações e institutos que se interessem pelo tema possam acelerar sua trajetória.

Os intermediários selecionados para esta iniciativa são Din4mo, Bem-te-vi e SITAWI Finanças do Bem. Os três atuam de formas diferentes e estão em níveis distintos de desenvolvimento institucional, o que agrega ainda mais riqueza ao estudo.

Os mecanismos financeiros escolhidos para essa primeira ação piloto são:

  • dívida conversível (Equity Crowdfunding), que é uma modalidade de financiamento coletivo por meio de plataformas digitais em que ao realizar o investimento, o investidor ganha o direito de adquirir uma participação acionária (equity) na empresa investida;
  • dívida, que consiste na realização de empréstimos para os negócios de impacto e;
  • garantia de empréstimo (ou fundo de aval), no qual as fundações e institutos assumem o papel de avalistas para empréstimos contratados pelos negócios.

O FIIMP irá acompanhar todas as etapas do processo de investimento, incluindo o processo de seleção dos apoiados, o trabalho de acompanhamento e monitoramento dos negócios selecionados, a mensuração dos resultados e o impacto socioambiental.

Para o grupo, o investimento de impacto cria um vínculo entre o retorno financeiro e o impacto socioambiental, atraindo fontes adicionais de capital necessárias para enfrentar desafios mais complexos da sociedade, coisa que o financiamento tradicional não consegue alcançar sozinho. Esse vínculo, por sua vez, leva as organizações sociais a alcançarem melhores resultados, permitindo que atraiam financiamento mais sustentável e transformem as melhores ideias em soluções escaláveis.

 

Origem

O FIIMP- Fundações e Institutos de Impacto teve sua origem no Lab de Inovação em Finanças Sociais realizado pela Força Tarefa de Finanças Sociais, inspirados pela recomendação n. 2 que trata do protagonismo dos institutos e fundações no tema.

Para estruturar o grupo e definir suas estratégias de ação foi realizado um workshop no Rio de Janeiro, no Sinal do Vale, em outubro de 2016, com o apoio da Fundação BMW. Na ocasião, foram discutidos conceitos de finanças de impacto e ferramentas disponíveis, e definiu-se objetivos do grupo e seu modelo de operação, além dos mecanismos financeiros e instituições intermediárias que seriam a serem apoiados.

A partir daí, consolidou-se como um grupo independente e com uma estrutura  de governança própria.

 

Sobre o grupo:

FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto é um grupo de 22 fundações e institutos – familiares, corporativos e independentes – que se uniram para aprender, acompanhar e conhecer os resultados de investimentos em negócios de impacto, experimentando o uso de diferentes mecanismos financeiros. Sua primeira iniciativa realizada coletivamente, com aportes compartilhados, é a ação Aprendizado com Negócios de Impacto.

Fazem parte deste coletivo: Childhood, Fundação BMW, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação Lemann, Fundação Otacílio Coser (FOCO), Fundação Raízen, Fundação Telefônica Vivo, Fundação Tide Setúbal, Fundo Vale, Instituto Ayrton Senna, Instituto Coca-cola, Instituto Cyrela, Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Instituto EDP, Instituto Holcim, Instituto InterCement, Instituto Phi, Instituto Sabin, Instituto Samuel Klein, Instituto Vedacit, Instituto Votorantim e Oi Futuro. O grupo conta com o apoio técnico do GIFE, Phomenta e ANDE (Aspen Network of Development Entrepreneurs).

Ficha técnica:

Objetivo geral

O objetivo do projeto é desenvolver e gerenciar um processo de aprendizagem e experimentação sobre instrumentos de Finanças Sociais para negócios de impacto socioambiental.

Início

Outubro de 2016

Duração

4 anos