Costa Amazônica

PROJETO ENCERRADO: Produção de Cadeias Produtivas Sustentáveis Locais do Protocolo Comunitário do Bailique (AP)

Parceiro: GTA / OELA

Data de Encerramento: Fevereiro de 2017

 

Comunidade de Livramento - Bailique

Visando o uso sustentável dos recursos e o desenvolvimento das cadeias produtivas locais, as comunidades do Bailique escolheram quatro cadeias produtivas prioritárias: açaí, óleos, plantas medicinais e pescado. As comunidades tradicionais identificaram como prioridades aprimorar as cadeias através de capacitações e treinamentos e buscam desenvolver inovações tecnológicas associadas ao sistema educacional técnico e científico, com o intuito de construir capacidades e competências para conservar seus recursos naturais e promover o uso por meio de negócios sustentáveis.

Foi o primeiro Protocolo Comunitário do Brasil a utilizar uma metodologia participativa e é hoje reconhecido pelo governo brasileiro como modelo a ser seguido.

Visando o uso sustentável dos recursos e o desenvolvimento das cadeias produtivas locais, as comunidades do Bailique escolheram quatro cadeias produtivas prioritárias: açaí, óleos, plantas medicinais e pescado. As comunidades tradicionais identificaram como prioridades aprimorar as cadeias através de capacitações e treinamentos e buscam desenvolver inovações tecnológicas associadas ao sistema educacional técnico e científico, com o intuito de construir capacidades e competências para conservar seus recursos naturais e promover o uso por meio de negócios sustentáveis.

Objetivos específicos do projeto:

  • Continuidade do processo de capacitação da Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB) para se fortalecer no processo de gestão da instituição
  • Continuidade da capacitação dos produtores de açaí e assistência técnica para os mesmos
  • Continuidade à introdução da meliponicultura como estratégia de polinização
  • Implantação de uma Farmácia da Terra
  • Continuidade do processo de garantir os direitos  das Comunidades  Tradicionais ao seu  território, o que vai possibilitar o acesso a diversas  políticas públicas e garantir uma segurança de acesso a recursos naturais a
    médio e longo prazo.

 

Resultados

Ao longo dos 8 meses de projeto foram realizadas ações de fortalecimento Institucional da Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB), com capacitação financeira, administrativa, de gestão de negócios e de comunicação. Houve também ações de capacitação sobre as boas práticas no manejo do açaí, visando aumento de produtividade, certificação FSC e identificação de novos mercados. Em relação à cadeia produtiva das ervas medicinais (Farmácia da Terra), foi realizada a seleção das espécies para cultura, e início da produção de mudas e fitoterápicos.

Tendo como base as oficinas de boas práticas e as visitas técnicas, a ACTB conseguiu organizar um grupo de 100 produtores de açaí para criar o Grupo de Manejadores de Açaí do Bailique, que trabalharam não só com a disseminação das práticas do manejo, mas também com implementação dos procedimentos para a certificação FSC.

Esse grupo fez um pacto onde concordaram em criar um Fundo Financeiro que vai receber uma devida porcentagem da venda do açaí para manter a futura Escola Família do Bailique (EFA). Isso foi um passo extremamente importante porque se começa a traçar no território uma estratégia de sustentabilidade tanto para a produção do açaí quanto para a melhoria da educação local. Além disso, a comunidade criou a Associação Mantenedora da EFA do Bailique, que vai estar à frente das atividades relacionadas à organização desse novo modelo de educação no território.

A grande conquista do projeto foi conseguir a certificação FSC dos açaizais do Bailique em dezembro de 2016. Outro resultado importante foi a decisão comunitária que o Centro de Vocação Tecnológico (CVT) deveria começar seu curso em 2017, mesmo não tendo ainda todo o recurso disponível. Deste modo, ficou decidido que o foco seria ter um curso técnico em Alimentos com o foco em açaí (iniciado em fevereiro de 2017). Assim, durante o mês de setembro foi feito as inscrições para a prova de seleção e foram selecionados 20 alunos para o curso.

 

Mais informações

Ficha técnica:

Objetivo geral

Consolidar cadeias produtivas locais, mapeadas no protocolo, e fortalecer associação de comunidades para a produção.

Início

Maio de 2016

Duração

8 meses