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12 de Novembro de 2018

FIIMP 2 destinará recursos a negócios e intermediários

A segunda rodada do FIIMP, pretende reunir mais de 30 organizações e formar um pool de recursos de pelo menos, R$ 1,8 milhão em dois anos. Fundo Vale é um dos parceiros da iniciativa.

Participantes de workshop do FIIMP: segunda rodada deverá incluir mais atores dispostos a renovar a aprendizagem em investimentos e negócios de impacto

Participantes de workshop do FIIMP: segunda rodada deverá incluir mais atores dispostos a renovar a aprendizagem em investimentos e negócios de impacto

Com a proposta de incluir mais atores dispostos a renovar a aprendizagem em investimentos e negócios de impacto, está nascendo o FIIMP 2, o segundo grupo de fundações, institutos e empresas. Na primeira experiência do FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto, participaram 22 institutos e fundações (familiares, corporativos e independentes). “Nessa segunda rodada, o objetivo é reunir pelo menos 30 e, para isso, ampliamos um pouco o perfil dos participantes. Além de institutos e fundações, estamos mobilizando organizações de fomento e também áreas corporativas de sustentabilidade, que tenham interesse no tema”, explica Márcia Soares, membro da secretaria-executiva do Grupo de Trabalho de coordenação da iniciativa e responsável pela área de Gestão de Parcerias e Redes do Fundo Vale.

O FIIMP foi criado em 2016, a partir do Lab de Inovação em Finanças Sociais realizado naquele ano pela Força Tarefa Brasileira de Finanças Sociais, atual Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto. A iniciativa tem como objetivo reunir entidades para que juntas pudessem aprender, acompanhar e conhecer os resultados de investimentos em negócios de impacto socioambiental, experimentando o uso de diferentes mecanismos financeiros.

“Além de criar soluções sistêmicas, escaláveis e financeiramente sustentáveis, o FIIMP funcionou para criarmos uma agenda institucional e observarmos a construção de novos modelos para problemas para os quais ainda não temos soluções, além de restaurar o papel de inovar das fundações. O primeiro grupo ainda não acabou, porque o processo de aprendizado segue até o final do ciclo de empréstimos realizados”, explica Célia Cruz, diretora-executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE).

Os recursos do FIIMP2 serão de, pelo menos, R$ 1,8 milhão em dois anos (R$ 30 mil por ano, R$ 60 mil total/participante). Do valor total, 50% precisam ser doados, podendo experimentar investimentos com os outros 50%. “O fundo vai seguir a mesma dinâmica porque entendemos que fortalecer as organizações intermediárias é um dos aspectos mais importantes e que pode ter apoio de institutos e fundações. A ideia é fazer uma chamada aberta para convocar e selecionar intermediários que queiram participar da experiência. Desta vez, vamos olhar não apenas pelo viés dos mecanismos financeiros, mas sim nas diferentes etapas da jornada do empreendedor, buscando compreender quais são as dores em cada fase e como os institutos e fundações podem fazer a diferença. Os participantes devem ter clareza que o foco do grupo é o aprendizado em negócios de impacto. Para um processo de construção coletiva, deve-se ter a mente aberta para compartilhar e aprender”, explica Márcia.

As metas preliminares do FIIMP 2 são:

  • estabelecer parceria com pelo menos uma organização de fomento, potencialmente ampliando o volume de recursos do fundo;
  • ampliar formas de atuação como investidores sociais;
  • duplicar o número de parceiros intermediários, utilizando diferentes mecanismos de financiamento e apoiando a jornada do empreendedor

“No workshop realizado na primeira semana de novembro, detalhamos melhor os aprendizados que queremos em cada fase da jornada do empreendedor, definimos temas desejáveis a serem atendidos pelos negócios e fizemos um cronograma de trabalho com prazos, divisão em grupos e governança mínima. Um dos importantes fatores de sucesso do primeiro FIIMP foi o trabalho colaborativo e decisões consentidas entre todos, de forma que ninguém ficasse desconfortável. Vamos mobilizar instituições interessadas em participar. O prazo se encerra no final de janeiro de 2019”, afirma Márcia.

Foi definida a emissão de uma carta convite para 17 intermediários. Aqueles que responderem participarão de um workshop em março de 2019, no qual serão definidos seis ou nove intermediários que serão parceiros do FIIMP 2. “Esses intermediários são organizações que fazem trabalhos de fortalecimento de gestão desses negócios de impacto, processos popularmente chamados de aceleração e incubação, e fazem conexão com investidores”, explica Fábio Deboni, gerente-executivo do Instituto Sabin.

Essa é outra diferença entre o FIIMP 1 e 2. Enquanto no primeiro grupo todo o recurso levantado foi destinado ao apoio dos negócios, o segundo optou por destinar parte do recurso aos intermediários, como forma de apoio institucional destinado ao seu fortalecimento, e a outra parte aos negócios de impacto que serão apoiados.

Para alcançar essas metas serão necessários alguns compromissos individuais de cada empresa que desejar fazer parte do FIIMP 2.

As instituições que desejarem integrar o grupo têm até 31 de janeiro para entrar em contato pelo e-mail fabio@institutosabin.org.br.

O FIIMP 1

Para participar do FIIMP, cada organização fez um investimento de dez mil dólares. Em quase dois anos de atuação, a rede criou um fundo de R$ 737 mil, usado para subsidiar as atividades e apoiar seis negócios de impacto – ASID, Mais 60 Saúde, Pano Social, Vivenda, Acreditar e Flávia Aranha – por meio de parcerias com três organizações intermediárias: SITAWI Finanças do Bem, Din4mo Ventures e Bemtevi. Cada intermediário investiu em um negócio de impacto de área diferente usando três instrumentos financeiros.

Todos os processos e testes renderam inúmeros aprendizados e foram reunidos no Guia FIIMP – Nossa jornada de aprendizado em Finanças Sociais e Negócios de Impacto, para institutos e fundações que desejam apoiar e investir nesse novo ecossistema, lançado no Fórum de Finanças Sociais e Negócios de Impacto 2018: Investir para Transformar, realizado em junho, em São Paulo.

“O FIIMP 1 foi um aprendizado muito rico. Não fazia sentido terminar um processo que está funcionando e se saindo bem, se isso poderia gerar experiência para várias outras fundações. Então, faz todo sentido mobilizar novos atores e seguir com essa agenda”, explica Fábio.

 

Fonte: https://noticiasdeimpacto.com.br