Acesse o documento que resume os aprendizados do Fundo Vale na implementação de uma estratégia com foco em cadeias produtivas e negócios sustentáveis na Amazônia. Fechar

30 de Maio de 2019

FIIMP seleciona intermediários para segunda fase de aprendizagem em negócios de impacto

Grupo de Fundações e Institutos de Impacto (FIIMP) seleciona seis intermediários do ecossistema de investimento e negócios de impacto para uma nova rodada de aprendizagens, dessa vez com foco na jornada do empreendedor.

27/05/2019 – Entender os desafios dos negócios que buscam resolver problemas socioambientais em cada fase da jornada do empreendedor – validação, aceleração e escala – foi o que motivou a união de 19 institutos, fundações e empresas para uma nova rodada de aprendizagem coletiva. Juntos, conseguiram mobilizar um pool de recursos de aproximadamente R$ 1,1 milhões, para dois anos de experiência (2019/2020), e selecionaram seis organizações intermediárias que vão ajudar a desenvolver os negócios de impacto, seja por meio de apoio técnico ou de investimento financeiro.

A partir de uma carta-convite a organizações do ecossistema de investimento e negócios de impacto, o grupo recebeu propostas e realizou o processo de seleção. O foco foi garantir a diversidade da carteira em seus modelos de trabalho, territórios de atuação, fases da jornada dos negócios e temáticas apoiadas, olhando para instituições que poderiam ajudar o grupo a entender melhor as dores e oportunidades em cada etapa de desenvolvimento dos negócios.

Foram então selecionadas seis organizações, dobrando o número de intermediários apoiados na primeira experiência do FIIMP. São eles: Choice, Semente Negócios, PPA – Parceiros pela Amazônia, Fundo Editodos, Vale do Dendê e Din4mo. Do valor total, um percentual será doado ao intermediário (visando o fortalecimento do campo) e outro será destinado ao investimento em negócios de impacto.

A experiência do FIIMP 1 foi tão positiva que alguns membros do grupo manifestaram interesse em realizar essa segunda rodada de investimentos. Apesar do mesmo nome, o grupo é novo e tem regras diferentes. Além de avançar nos aprendizados, essa nova fase permitiu renovar e ampliar o perfil do grupo, incluindo dessa vez não apenas institutos e fundações, mas também organizações públicas nacionais e internacionais de fomento e empresas.

Fazem parte dessa nova rodada as seguintes organizações: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), BMW Foundation, British Council, Fundação Banco do Brasil, Fundação Grupo Boticário, Fundação Tide Setúbal, Fundo Vale, Gerdau, Instituto C&A, Instituto de Cidadania Empresaria (ICE), Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Dynamo, Instituto GPA, Instituto Humanize, Instituto InterCement, Instituto Lab60+ Semente Oré, Instituto Sabin, Instituto Vedacit e Instituto Votorantim. O grupo também conta com o suporte técnico da Aoka Labs e do GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, além do apoio na gestão financeira do Instituto Phi.

 

Por que um FIIMP2, na visão do grupo:

  • Buscamos soluções sistêmicas, escaláveis e financeiramente sustentáveis para a solução dos problemas socioambientais.
  • Precisamos restaurar o papel de inovar das fundações e institutos.
  • Queremos co-construir, com diversidade, compartilhando o risco, contribuindo com novos modelos para problemas que ainda não temos soluções.
  • Queremos estender a experiência para outros elos do ecossistema de investimentos e  negócios de impacto.
  • Esperamos gerar mais conhecimento e agregar mais segurança para que fundações e institutos tenham um papel relevante no tema.
  • Buscamos insights sobre a Jornada do Empreendedor, em suas diferentes fases: validação, aceleração e escala.
  • Desejamos ampliar a atuação do grupo para um contexto nacional, trazendo novos temas – como a economia criativa – e causas.

 

Sobre a criação do FIIMP

O FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto nasceu da união de 22 fundações e institutos – familiares, corporativos e independentes – que se uniram em 2016 para aprender sobre investimentos em negócios de impacto socioambiental, experimentando o uso de diferentes mecanismos financeiros. Sua origem é resultado do Lab de Inovação em Finanças Sociais, realizado pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto (na época, Força Tarefa de Finanças Sociais).

Unidos com o propósito de aprender, experimentar e investir de forma conjunta em negócios de impacto, o FIIMP 1 criou um fundo de R$ 737 mil que apoiou seis negócios de impacto – ASID, Mais 60 Saúde, Pano Social, Vivenda, Acreditar e Flávia Aranha – por meio de parcerias com três organizações intermediárias: Sitawi Finanças do Bem, Din4mo e Bemtevi. Essa primeira rodada ainda não acabou, o processo de aprendizado segue até o final do ciclo de empréstimos realizados.

Para além de entender os diferentes instrumentos financeiros e os atores desse campo, o FIIMP permitiu uma aproximação maior de institutos e fundações com essa agenda – ainda emergente –, gerando maior segurança para atuação no campo. Entre os aprendizados destacam-se a diminuição de riscos na experimentação compartilhada; as vantagens do co-investimento; formas de atuação em rede (pois aprender juntos potencializa a experiência); melhor compreensão dos aspectos jurídicos implicados; e o desapego da agenda institucional em prol de um interesse coletivo.

O conhecimento construído resultou no Guia FIIMP – Nossa jornada de aprendizado em Finanças Sociais e Negócios de Impacto – para institutos e fundações que desejam apoiar e investir nesse novo ecossistema, lançado em junho de 2018 e disponível online em http://bit.ly/baixeFIIMP