Durante o ano de 2016 o IEB realizou um conjunto de ações visando qualificar a situação atual das cadeias de valor do agroextrativismo no sul do Amazonas, com apoio do Fundo Vale. O objetivo foi construir bases para uma estratégia de fortalecimento das cadeias de valor mais importantes para a população agroextrativista e indígena da região. O resultado foi uma série de notas técnicas sobre o agroextrativismo neste território. Fechar

21 de Agosto de 2017

10 anos da Rede de Sementes do Xingu

A iniciativa se consolidou como a maior rede de sementes nativas do Brasil, na qual participam coletores indígenas, ribeirinhos, agricultores familiares e urbanos, produtores rurais, técnicos e parceiros.

O Fundo Vale apoia a iniciativa desde 2010 e esteve presente na comemoração

Comemoração dos 10 anos da Rede de Sementes do Xingu. Foto: ISA/Claudio Tavares

Comemoração dos 10 anos da Rede de Sementes do Xingu. Foto: ISA/Claudio Tavares

 

Debaixo de uma mangueira às margens do rio Xingu, a Rede de Sementes do Xingu (RSX) comemorou seus dez anos em um encontro histórico no pólo Diauarum, Território Indígena do Xingu (MT). Entre os dias 26 e 29 de julho, cerca de 300 pessoas — indígenas, agricultores familiares e urbanos, produtores rurais e parceiros, trocaram experiências sobre essa iniciativa que hoje se consolidou como a maior rede de sementes nativas do Brasil.

A diversidade de pessoas espalhadas nas cadeiras remonta o início do processo de criação da RSX: foi união entre indígenas, agricultores, parceiros e produtores rurais em prol de um objetivo comum, a água, que originou a campanha Y Ikatu Xingu (“Salve a água boa do Xingu”, na língua Kamaiurá) em 2004. Três anos depois, a partir da demanda por sementes florestais, nasceu a Rede de Sementes do Xingu. “A gente imaginava, no início… será que vamos conseguir? Com esse tanto de gente diferente espalhada… a gente sempre teve dúvida, e hoje não! essa diversidade é a nossa segurança.”, relembra Acrísio Reis, coletor do assentamento Manah, em Canabrava do Norte, e diretor da RSX.

Com dez anos de existência, a Associação Rede de Sementes do Xingu acumula inúmeras histórias, desafios e vitórias. Ao todo, já foram viabilizados a recuperação de mais de 5 mil hectares de áreas degradadas na região da Bacia do Rio Xingu e Araguaia e outras regiões de Cerrado e Amazônia. Foram utilizadas 175 toneladas de sementes nativas coletadas e beneficiadas por 450 coletores, gerando uma renda de R$ 2,5 milhões para as comunidades.

Leia na íntegra em https://medium.com/@socioambiental/10-anos-de-rede-de-sementes-do-xingu-%C3%A9-s%C3%B3-o-come%C3%A7o-482df895dcbd

Foto: ISA/Claudio Tavares