Projetos apoiados

O Fundo Vale foi criado para atuar em biomas críticos e inicialmente focou sua atuação na Amazônia. Até 2017, suas atividades se concentraram em sete Estados (Pará, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amapá e Maranhão), distribuídas em seis territórios de atuação.

Atualmente, o Fundo Vale mudou sua estratégia e tem focado no fortalecimento de temas importantes para o avanço da conservação ambiental, como por exemplo a criação e consolidação de um ecossistema de negócios sustentáveis.

Esse novo modelo de atuação foca na temática, e não necessariamente em um território específico. A ideia é fortalecer negócios produtivos que ajudem a conservação da floresta ou promovam seu uso sustentável de forma a diminuir a pressão sobre os recursos naturais e garantir uma economia de baixo carbono, com menor impacto ambiental.

Bioma Amazônia

O Fundo Vale desenvolve algumas iniciativas com foco no desenvolvimento sustentável da Amazônia como um todo, que não tem atuação territorial específica. Estas ações buscam desenvolver temas relacionados às áreas de atuação do Fundo Vale, além de apoiar o desenvolvimento de redes de articulação, visando o fortalecimento e avanço da agenda socioambiental e a transição para uma  economia verde neste bioma.

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Nacional

O Fundo Vale desenvolve algumas iniciativas de âmbito nacional, que não tem atuação territorial específica. Estas ações buscam desenvolver temas relacionados às áreas de atuação do Fundo Vale, além de apoiar o desenvolvimento de redes de articulação, visando o fortalecimento e avanço da agenda socioambiental.

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Costa Amazônica

Diálogo e empoderamento para construir legado

A Costa Amazônica, território que vai do Amapá ao Maranhão, abrange 9 mil km2 e correspondem a 70% dos manguezais do Brasil. Forma o maior cinturão contínuo de manguezais do mundo, sendo refúgio de diversas espécies de crustáceos, peixes, moluscos e aves marinhas. Detém o maior arquipelágo flúvio-marítimo do mundo, o Marajó, banhado pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico.

Essa abundância de recursos naturais, de inigualável biodiversidade e importância ecológica, se contrapõe à dura realidade das comunidades locais. Detendo conhecimentos tradicionais centenários, essas populações são os principais meios de conservação da biodiversidade, mas dependem dos recursos naturais para sua sobrevivência.

A partir do grande desafio que isso representa, o Fundo Vale apoia seus parceiros no território – o IEB, o IFT, o GTA e a Unesco – numa estratégia de ação focada na promoção do diálogo e construção de sinergias com diversos atores sociais e governamentais, para o desenvolvimento de uma economia mais sustentável.

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Corredor Tapajos

Uma nova economia estimulada pelo manejo florestal familiar nas comunidades

Com 25% do potencial hidrelétrico da Amazônia, a Bacia do Tapajós responde por 70% do potencial nacional remanescente e é a nova fronteira para a construção de hidrelétricas no bioma, com mais de 40 unidades planejadas. A região resguarda um bloco de áreas protegidas que fazem frente à pressão econômica exercida pela pecuária, ao Sul, e pela exploração madeireira ilegal, ao norte. Val destacar também que o Corredor Tapajós é um dos territórios com maior número de assentamentos no estado do Pará, muitos deles instalados ao longo da BR-163.

Junto com seus parceiros IEB e Saúde e Alegria, o Fundo Vale vem apoiando ações que promovam uma nova perspectiva de desenvolvimento sustentável na região. A aposta teve como foco duas atividades econômicas: a agricultura familiar e o Manejo Florestal Comunitário Familiar (MFCF), aliando a eles processos de fortalecimento comunitário, disseminação de conhecimento e melhorias das condições básicas de vida. A ideia é fortalecer a governança local e os meios de produção sustentável, como forma de conter a crescente pressão de degradação e desmatamento ilegal no território.

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Corredor Xingu

Valorização da floresta e da diversidade cultural

Lugar de encontros entre a diversidade ambiental dos biomas do Cerrado e da Amazônia, a Bacia do Rio Xingu tem solo marcado por riquezas sociais e culturais. A população é formada principalmente por extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e 26 povos indígenas. Com 21,6% de território desmatado, a Bacia tem mais 28 de milhões de hectares de extensão, que abrangem 40 municípios nos estados do Pará e Mato Grosso. São 20 terras indígenas e 10 unidades de conservação em um dos mais importantes mosaicos de áreas protegidas do mundo.

Tão complexo quanto seu ecossistema é o perfil de ocupação humana ao longo do Corredor Xingu. Tão necessária quanto a conservação de sua biodiversidade é a conexão e integração entre seus mais diversos habitantes. O Fundo Vale e seus parceiros enxergam no Corredor Xingu um momento promissor, em que jovens lideranças surgem cientes da importância de sua história e de seu papel na construção do futuro, e onde uma economia baseada no uso sustentável da Floresta vem ganhando força. Um momento em que as ações desenvolvidas na esfera local podem ultrapassar fronteiras, seja na forma de manejar a terra, na valorização de seus produtos, ou no cuidado de suas comunidades que, pela primeira vez, conhecem um pouco melhor o que é saúde e educação.

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  • ISA: Rotas do Saque
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  • IEB: Processo de construção da sustentabilidade em São Félix do Xingu-PA
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Acre, Rondônia e Mato Grosso

Diálogo, parceria e articulação como fatores de transformação

Na terra de Chico Mendes, o seringalista cuja luta em defesa da floresta ganhou o mundo, a agenda ambiental se transformou ao longo do tempo em uma das mais avançadas do Brasil. Com a criação em 1990 da Reserva Extrativista Alto Juruá, a primeira do país, o Acre deu o ponto de partida oficial na trajetória de fortalecimento dessa agenda. A instituição do Sistema Estadual de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), uma política pública para fomentar e reconhecer práticas sustentáveis em setores da sociedade civil, marca a consolidação do olhar pautado no desenvolvimento socioambiental e valoriza, de forma pioneira, o papel dos povos indígenas na proteção dos recursos naturais.

Nos estados vizinhos, Rondônia e Mato Grosso, a realidade é bem diferente. Tão diferentes em suas políticas públicas e em seus avanços na agenda socioambiental, a fronteira do Arco do Desmatamento, têm em comum uma rica diversidade de populações tradicionais, com destaque para os povos indígenas distribuídos em 107 territórios.

A partir da articulação e do diálogo permanente com parceiros de reconhecida atuação nesses três Estados, o Fundo Vale vem buscando deixar um legado positivo. As parcerias realizadas nos últimos anos impulsionaram a articulação da sociedade para promover mudanças e fortaleceram o surgimento de novos atores sociais e de espaços de gestão participativa, beneficiando tanto povos indígenas, quanto produtores, comunidades e governos locais.

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  • Forest Trends: Incentivos Econômiocos para Serviços Ecossistêmicos no Brasil
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  • ICV: Cartilha Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis
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  • ICV: Programa Novo Campo – estratégia de pecuária sustentável na Amazônia
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  • ICV: Plano de Gestão Territorial da Terra Indígena do Escondido
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  • ICV: Cartilha Boas Práticas Agropecuárias – leite
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  • ICV: Cartilha Organização Comunitária
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  • ICV: Semeando Agroecologia - construção do conhecimento agroecológico
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  • ICV: Municípios Sustentáveis: construindo caminhos para uma gestão compartilhada do território
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Sul do Amazonas

Fortalecimento social e nova economia como instrumentos para o desenvolvimento ambiental

Região de fronteira com os estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso, o sul do Amazonas sofreu no decorrer dos anos processos de grilagem de terra, conversão da floresta em pastagem e exploração ilegal de madeira. A pavimentação de estradas, como a BR-317, a BR-364 e Transamazônica, acelera o processo de desmatamento regional. Hoje a região é vista como a grande fronteira para o avanço de atividades econômicas tradicionais (como pecuária e agricultura) e exploração ilegal da madeira sobre a floresta Amazônica. A baixa regularização fundiária do território agrava esse contexto e deixa a sociedade local, especialmente os produtores, em um quadro de fragilidade sobre a posse de suas terras e o acesso às políticas públicas ambientais e econômicas.

A forma encontrada pelo Fundo Vale e seus parceiros para criar uma linha de resistência foi apoiar a conquista dos direitos fundiários das comunidades locais, fortalecer os processos coletivos de tomada de decisão e, em paralelo, tornar o território um laboratório de práticas inovadoras na agricultura, pecuária e manejo florestal, colocando a conservação e uso sustentável da floresta como instrumento para aumento de renda dos produtores e extrativistas.

Ao lado de parceiros como o Idesam, IEB e IFT, o Fundo Vale apoia ações que buscam a qualificação da produção local (com destaque para a produção pecuária, de café e o manejo florestal comunitário da madeira), o empoderamento social e a melhoria da articulação da sociedade com atores governamentais. Assim, o Fundo acredita que pode dinamizar a transformação da região, inserindo-a no mapa das políticas públicas e na vanguarda da produção sustentável.

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  • IEB, vol. 9: Potencialidades e limites da cadeia de valor do pirarucu no Sul do Amazonas
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  • IEB, vol. 8: Potencialidades e limites da cadeia de valor dos óleos essenciais florestais no Sul do Amazonas
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  • IEB, vol.7: Potencialidades e limites da cadeia de valor da madeira em Lábrea (AM)
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  • IEB, vol. 6: Potencialidades e limites da cadeia de valor da Castanha do Brasil em Manicoré (AM)
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  • IEB, vol. 5: Potencialidades e limites da cadeia de valor da Castanha do Brasil em Lábrea (AM)
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  • IEB, vol.4: Potencialidades e limites da cadeia de valor da castanha do Brasil em Boca do Acre (AM)
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  • IEB, vol.2: Potencialidades e limites da cadeia de valor do Açaí em Boca do Acre (AM).
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  • IEB, vol. 1: Potencialidades e limites da cadeia de valor do açaí em Manicoré (AM)
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  • IFT: Documentário "Florestas Comunitárias"
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  • IFT: Manejo florestal comunitário em florestas públicas da Amazônia - folder
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  • IEB: Fórum Diálogo Amazonas - regularização fundiária urgente!
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  • IEB: Conflitos agrários e ordenamento territorial em Boca do Acre-AM
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  • IEB e Idesam: Diagnóstico da cadeia produtiva da madeira no município de Lábrea - AM
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  • IEB: Diagnóstico e Elaboração Participativa do Plano de Desenvolvimento da Pesca no Município de Lábrea-AM
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Bacia do Rio Negro

Articulação e economia de base sustentável contra a expansão do desmatamento ilegal

Localizada na região noroeste da Amazônia, a Bacia do Rio Negro tem mais de 70 milhões de hectares de extensão e uma população superior a 2,5 milhões de habitantes. A Bacia surge na Colômbia, envolve parte da Venezuela e o extremo oeste da Guiana até chegar ao Brasil. O Rio Negro é o segundo maior do mundo em volume de água. O território tem aproximadamente 700 rios, 8 mil igarapés, 500 lagos e um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, Anavilhanas, com mais de 400 ilhas. Um intenso processo de degradação socioambiental vem se instalando na região por conta da extração ilegal de madeira e das queimadas.

Somado às pressões econômicas comuns a todo o território amazônico, a região do Rio Negro, no Amazonas, conta com um fator a mais: a proximidade com a capital Manaus. Os municípios próximos à Região Metropolitana vivem o reflexo da expansão da malha urbana e dos grandes investimentos em infraestrutura implementados nos últimos anos. Esses fatores aumentam ainda mais a pressão sobre as florestas e sobre os recursos da biodiversidade, especialmente em unidades de conservação e terras indígenas, exigindo articulação de novas estratégias e atores para controlar o impacto ao meio ambiente.

Neste sentido, o Fundo Vale buscou parcerias capazes de diversificar as atividades econômicas já desenvolvidas na região, como o turismo de base comunitária e o manejo da cadeia da castanha, além de dinamizar a agenda de fortalecimento da gestão ambiental dos municípios vizinhos.

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