Retrato de montanhas cobertas com vegetações.
Imagem de um caminho da terra com mudas de plantas recém colocadas no solo.

Em 2018, a Vale anunciou seis compromissos em sustentabilidade a serem alcançados até 2030, em colaboração à agenda da ONU, entre eles proteger e recuperar 500 mil hectares de áreas para além de suas fronteiras. Esse compromisso florestal voluntário é um dos mais robustos do setor mineral, e deverá contribuir para um outro objetivo da companhia, de se tornar carbono neutra até 2050.

Há 40 anos, a Vale vem ajudando a proteger quase 1 milhão de hectares na Amazônia e na Mata Atlântica.

Dos 500 mil hectares do compromisso florestal, 400 mil são de conservação de florestas e 100 mil correspondem a áreas degradadas que, por meio do Fundo Vale e de uma rede de parceiros, serão recuperados com arranjos de negócios de impacto socioambientais positivos. O conceito permite gerar renda e emprego e, ao mesmo tempo, ajuda a recuperar biomas, que, por sua vez, sequestram carbono da atmosfera durante a fase de crescimento das árvores. O objetivo é fortalecer o ambiente de negócios regenerativos, permitindo ganho de escala em cadeias produtivas mais sustentáveis e impactos socioambientais positivos.

 

“Para neutralizar as emissões da empresa, será inevitável gerar ou acessar o mercado de créditos de carbono em algum momento. Mas não queremos qualquer carbono. Pensamos em ir além, queremos um carbono que envolva conservação, recuperação e melhoria nas condições de vida. E isso se conecta com o nosso propósito, de criar e compartilhar valor.”

Patrícia Daros, Diretora de Operações do Fundo Vale

Retrato de um homem com um chapéu de palha mexendo na terra, plantando.
Foto com zoom de diversas mudas de plantas.

A atuação do Fundo Vale no compromisso florestal 2030 foi desenhada a partir das experiências acumuladas desde 2016, com o apoio da consultoria Impacto Plus, que se dedica a estudar soluções inovadoras de recuperação de áreas degradadas por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Propostas foram pilotadas na iniciativa LabSaf, em parceria com a Conexsus, e viabilizaram em 2019 um plantio experimental de 10 hectares, liderados pela Belterra e Caaporã, iniciativas informais que já manifestavam potencial para definir modelos de ganho de escala para novas áreas.

Na prática, a ideia é desenvolver e fortalecer arranjos produtivos, com ênfase em SAFs, e criar instrumentos financeiros que possam destravar o acesso a recursos e mercados para negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e a recuperação, de forma a tornar as cadeias produtivas mais sustentáveis. Isto significa também catalisar operações de investimentos híbridos, alavancando recursos financeiros públicos, privados e filantrópicos para esses negócios, além de construir arranjos envolvendo offtakers do mercado. E, assim, permitir a recuperação e conservação ambiental em larga escala.

Carbono de Impacto

A Vale assumiu o compromisso de se tornar carbono neutra até 2050

 

A empresa pretende investir pelo menos US$ 2 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de carbono diretas e indiretas (escopos 1 e 2), até 2030, com base nas emissões do ano de 2017, e ajudar a reduzir em 15% as emissões de seus fornecedores (escopo 3) até 2035, considerando as suas emissões de 2018.

É o maior investimento já comprometido pela indústria da mineração para o combate às mudanças climáticas.

 

O Fundo Vale já iniciou estudo de viabilidade de geração de créditos de carbono florestal por redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, unindo a componente florestal aos compromissos de mudanças climáticas. A ideia é testar a viabilidade de originação de créditos de carbono unindo extrativismo ou manejo sustentável à conservação de florestas, evitando o desmatamento e gerando renda por meio de negócios da sociobidiversidade, visando a geração e distribuição equitativa, igualitária e justa de benefícios. O que chamamos de carbono de impacto. Dessa forma, no futuro, a Vale poderia usar esses créditos, de forma complementar, em sua estratégia de carboneutralização.

“Estamos estudando também iniciativas que fortaleçam a redução de emissões por desmatamento evitado, como REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), além de outros serviços ecossistêmicos que possam ser escalados por meio de parcerias com agentes públicos, privados e da sociedade civil. A ideia é estimular a preservação de florestas, em especial na Amazônia, oferecendo incentivos financeiros, por meio de créditos de carbono florestais a preços justos para as populações locais, combatendo o desmatamento ilegal e incentivando a bioeconomia”.

Gustavo Luz, gerente do Fundo Vale e Participações

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