Tema ganhou destaque no encontro The Future of Food, que reuniu em Londres lideranças para discutir um sistema alimentar mais resiliente

Luís Fernando Laranja, fundador e CEO da Caaporã Agrossilvipastoril, esteve entre os participantes do “The Future of Food”, summit internacional promovido pela The Economist Impact em Londres, entre os dias 1º e 10 de fevereiro. O evento reuniu lideranças globais para debater como transformar o sistema alimentar em um modelo mais sustentável, resiliente ao clima e capaz de alimentar 10 bilhões de pessoas.
Durante o encontro, Laranja apresentou experiências da Caaporã em sistemas silvipastoris, mostrando como práticas inovadoras podem recuperar solos, aumentar a biodiversidade, capturar carbono e manter a competitividade do produtor rural. Ao integrar árvores de forma planejada às áreas de criação animal, os projetos da empresa permitem triplicar a lotação de gado por hectare, aumentar em até 50% o ganho de peso dos animais e reduzir em mais de 50% a pegada de carbono por quilo de carne produzida.
“A Caaporã mostra que a transformação sustentável da agropecuária é viável, estratégica, capaz de posicionar o Brasil como líder em soluções que unem produtividade, inclusão social e proteção de ecossistemas”, disse Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale, responsável pela frente de recuperação de áreas da Meta Florestal 2030 da Vale, iniciativa da qual a empresa é parceira.
O summit conta com a presença de executivos, investidores, pesquisadores, inovadores e formuladores de políticas públicas, promovendo debates sobre financiamento verde, resiliência da cadeia alimentar, redução do desperdício, agropecuária de baixo impacto e adaptação às mudanças climáticas.
“Foi uma ótima oportunidade para interagir com investidores, empreendedores e cientistas de diferentes países e discutir os enormes desafios da sustentabilidade dos sistemas agroalimentares. No nosso painel, abordamos especificamente o tema da pecuária de baixo carbono e tivemos a oportunidade de apresentar o grande potencial do modelo produtivo que estamos desenvolvendo no Brasil”, conta Laranja.