20/02/26

O Instituto de Direitos Humanos e Empresas (IHRB) publicou um conteúdo aprofundado que apresenta os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como solução para manter a floresta em pé, produzir alimentos e gerar renda digna para quem vive da terra 

Imagem: JUST Stories 

A JUST Stories, veículo de comunicação do Instituto de Direitos Humanos e Empresas (IHRB), publicou uma matéria aprofundada sobre a transição agrícola justa no Brasil, com destaque para o trabalho da Belterra e a atuação de fomento Fundo Vale. O canal do IHRB busca ampliar, em nível global, histórias de pessoas e organizações que trabalham para promover transições justas. A iniciativa dialoga com empresas, investidores, formuladores de políticas públicas e sociedade civil, ajudando a consolidar a noção de que direitos humanos, clima e desenvolvimento rural precisam caminhar juntos. 

Ao colocar holofote sobre experiências como a da Belterra e atuação de apoio técnico e financeiro do Fundo Vale, o IHRB contribui para qualificar o debate internacional sobre transição justa no campo, além de mostrar que modelos de negócios sustentáveis no uso da terra são viáveis, técnica, social e financeiramente.  

Agroflorestas como solução climática justa no uso da terra  

Na reportagem, a prática ancestral das agroflorestas aparece como solução concreta para regenerar solos degradados, aumentar a renda de pequenos produtores e, ao mesmo tempo, mitigar as mudanças climáticas. 

A Belterra, parceira do Fundo Vale, é retratada como um exemplo de negócio de impacto capaz de articular conhecimento técnico, financiamento inovador e inclusão produtiva. Atuando com pequenos agricultores e povos tradicionais, a organização transforma pastagens degradadas em Sistemas Agroflorestais (SAFs) produtivos que combinam culturas de ciclo curto e de longo prazo, e conectando essa produção a mercados e a novos mecanismos financeiros, como créditos de carbono. 

O papel do capital catalítico e paciente no fortalecimento de SAFs no Brasil 

Ao longo da reportagem, o Fundo Vale aparece como um dos atores que apostaram cedo na visão da Belterra: construir um modelo de negócio que alia recuperação de áreas, geração de renda e fortalecimento dos meios de vida de pequenos agricultores e comunidades tradicionais. 

Na reportagem, a diretora Patrícia Daros explica por que a Belterra se destacou entre dezenas de negócios mapeados pelo Fundo Vale: a empresa exerce um papel estratégico na conexão entre agricultores e mercados, ao articular, em uma mesma proposta, produção agroflorestal, acesso a financiamento e conexão com compradores. 

Patrícia ressalta que a Belterra foi identificada como uma iniciativa com grande potencial para recuperar milhares de hectares de áreas degradadas, alinhada a investimentos pacientes de longo prazo e com um modelo capaz de ser replicado em diferentes territórios. Sua fala reforça o compromisso do Fundo Vale em apoiar negócios que, como a Belterra, buscam conciliar escala, impacto socioambiental e inclusão produtiva. 

Já Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale, aparece na matéria sublinhando a importância dos recursos filantrópicos para viabilizar essa transição. Ela destaca que, para apoiar a criação de negócios que recuperam áreas com modelos produtivos e para ampliar a agricultura regenerativa, é essencial contar com capital catalítico: recursos que contribuem para aumentar o impacto socioambiental, fortalecer a resiliência organizacional e estruturar financeiramente os negócios, ao mesmo tempo em que ajudam a consolidar a cadeia de valor.  

O texto também dialoga com a visão do Fundo Vale de promover uma transição agrícola justa: uma transformação em que agricultores permanecem em suas terras com maior autonomia e renda, comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas participam ativamente da construção de sistemas produtivos adequados ao seu contexto, e empresas redesenham suas cadeias de suprimento com base em princípios de regeneração e justiça socioambiental. 

Os múltiplos benefícios dos SAFs 

As agroflorestas são mais do que uma técnica produtiva: são uma plataforma de desenvolvimento territorial. Entre os impactos socioambientais positivos evidenciados estão: 

Clima 

  • Sequestro relevante de CO₂, ajudando a compensar uma fração significativa das emissões globais; 
  •  Transformação de áreas emissores líquidas (pastagens degradadas, desmatadas) em sumidouros de carbono. 

Meio ambiente 

  • Recuperação de solos degradados, aumento de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes; 
  • Conservação de água, redução de erosão e proteção de nascentes; 
  • Aumento da biodiversidade, ao substituir monoculturas por arranjos complexos de espécies. 

Dimensão social e econômica 

  • Diversificação de fontes de renda, reduzindo a vulnerabilidade das famílias agricultoras; 
  • Geração de trabalho qualificado no campo, inclusive para jovens, técnicos e multiplicadores locais; 
  • Fortalecimento de organizações comunitárias, cooperativas e associações; 
  • Contribuição para segurança alimentar local, com maior diversidade de alimentos produzidos. 

Leia a reportagem na íntegra.