24/07/26

Em parceria com o Fundo Vale e agricultores familiares da região, a produção sustentável na Amazônia resultou em 1 tonelada do produto em apenas dois anos

Créditos: Acervo Belterra

A Belterra Agroflorestas, negócio de impacto socioambiental idealizado com o apoio do Fundo Vale, celebrou um novo marco em sua operação na Amazônia. Foi feita a primeira colheita de cacau no município de Nova Califórnia, em Rondônia, que resultou em uma tonelada do produto em uma área de plantio com apenas dois anos de idade. A produção foi destinada às etapas de fermentação e secagem em parceria com o RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), cooperativa pioneira na Amazônia, localizada na divisa entre Rondônia, Acre e Amazonas.

A conexão com a cooperativa, que reúne centenas de agricultores familiares e extrativistas na região, agrega valor à produção, à qualidade do produto, além de fortalecer uma cadeia baseada na cooperação, na rastreabilidade e no desenvolvimento sustentável. Em Rondônia, a operação contou ainda com a parceria da Belterra com a Sovrano, empresa local especializada no desenvolvimento e gerenciamento de projetos.

“Este marco reflete a importância das parcerias que impulsionam a agenda da restauração produtiva na Amazônia, entre elas a colaboração com o Fundo Vale, que apoia o desenvolvimento de soluções sustentáveis capazes de gerar valor econômico e conservação ambiental”, avalia Valmir Ortega, CEO da Belterra.

Meta Florestal 2030

A Belterra foi criada em 2020 com capital semente do Fundo Vale e, desde então, é uma parceira estratégica na Meta Florestal 2030, compromisso voluntário da Vale de proteger e recuperar 500 mil hectares até o final da década.

“Nossa atuação é voltada para fortalecer o ambiente de negócios de impacto, possibilitando ganho de escala em cadeias produtivas que promovem o desenvolvimento socioeconômico local e recuperam paisagens e a biodiversidade. A primeira colheita da Belterra em Rondônia é um resultado expressivo que comprova a viabilidade econômica do setor agroflorestal como uma solução baseada na natureza, especialmente em um contexto de crise climática”, afirma Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale.

O apoio do Fundo Vale inclui soluções financeiras, como o modelo blended finance, pelo qual o capital catalítico do Fundo Vale atua como alavanca para atrair investidores privados e crédito tradicional. Um exemplo é o recente aporte de R$ 100 milhões do Fundo Clima/BNDES, que viabilizará a restauração de 2.750 hectares em Mato Grosso, Bahia, Pará e Rondônia, com investimento total de R$ 135 milhões.