O Nature and Biodiversity Challenge 2026, desafio da plataforma de inovação do Fórum Econômico Mundial, busca startups capazes de tornar a restauração mais rápida, mensurável e financeiramente viável

Foto: Denys Costa
O Fundo Vale como Ecosystem Partner no UpLink Nature and Biodiversity Challenge 2026, uma iniciativa da plataforma de inovação do Fórum Econômico Mundial que pretende identificar e impulsionar startups com soluções escaláveis para reverter a degradação de terras em todo o mundo. O desafio, apoiado pela Mercuria, foi lançado em 22 de abril, Dia Internacional da Mãe Terra, e tem como foco destravar inovação e investimento para restaurar ecossistemas com mais velocidade, precisão e impacto.
O UpLink é um ecossistema global de inovação voltado a negócios de impacto em estágio inicial. A plataforma conecta empreendedores a capital, visibilidade, redes e expertise, com o objetivo de acelerar soluções em áreas críticas como clima, natureza, água, alimentos, saúde e economia circular. .
“Como Ecosystem Partner, o Fundo Vale se junta a um grupo de organizações globais relevantes que contribuem com conhecimento técnico, conexões e suporte estratégico para acelerar o impacto de soluções sustentáveis. Nossa participação envolve apoio à mobilização de empreendedores, e participação em sessões de avaliação das startups finalistas. Para o Fundo Vale é muito importante potencializar a agenda da restauração em escala a nível global”, explica Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale.
Escalonar a restauração de terras
O Nature and Biodiversity Challenge 2026 traz como tema central o ganho de escala de restauração de áreas. A urgência é clara: até 40% das áreas terrestres do planeta já estão degradadas, afetando diretamente a segurança alimentar, a resiliência climática e ameaçando metade do PIB global. A falta de ação diante desse cenário pode custar cerca de US$ 23 trilhões até 2050. Ao mesmo tempo, existe um déficit anual de cerca de US$ 278 bilhões em financiamento para restauração, o que impede iniciativas promissoras de atingir escala.
O desafio parte do reconhecimento de três barreiras estruturais que hoje limitam a restauração em larga escala: o capital não chega aos projetos certos no momento certo; os resultados não são medidos de forma suficientemente confiável para atrair financiamento em nível de investimento; a restauração ainda é vista majoritariamente como custo de conformidade regulatória, e não como oportunidade de negócio.
O Nature and Biodiversity Challenge 2026 busca soluções em três frentes principais:
- Ferramentas de inteligência territorial e planejamento: tornar resultados de restauração rastreáveis e investíveis, por meio de tecnologias para avaliação de áreas, planejamento de intervenção e monitoramento em escala de paisagem, bem como infraestrutura de dados que dê suporte a investimentos em natureza e à divulgação de riscos relacionados à biodiversidade.
- Recuperação de solos degradados: destravar segurança alimentar e financiamento na cadeia de suprimentos, por meio de inovações que regenerem a saúde biológica de solos, tornem carbono e biodiversidade do solo mensuráveis e financiáveis, e enfrentem espécies invasoras que comprometem a estrutura do solo e aceleram sua degradação.
- Recuperação de áreas mineradas, por meio de modelos de negócio que acelerem a recuperação de áreas de forma economicamente viável e de estruturas financeiras que tornem a restauração progressiva investível para além da exigência regulatória, e soluções que reduzam o tempo de recuperação e melhorem os resultados ecológicos nos territórios afetados.
Além do Fundo Vale, ocupam a posição de ecosystem partner: Anglo American, C Minds, Cool Climate Collective, Ericsson, Nature Finance Accelerator, OCP, Oji Holdings Corporation, Salesforce e UNESCO.
Os vencedores do desafio passarão a integrar um ecossistema global de inovação, com oportunidades exclusivas, suporte direcionado e conexões estratégicas. O prazo final para submissão das soluções é no dia 4 de junho. Mais informações aqui.