
Conduzida pela Move Social, pesquisa analisa a contribuição do Fundo Vale para organizações que estruturam redes, promovem capacitação e conectam empreendedores, investidores e parceiros para impulsionar negócios e iniciativas de impacto
A pesquisa “Fortalecer para transformar”, conduzida pela Move Social, mostrou como o apoio do Fundo Vale a organizações dinamizadoras do ecossistema de impacto, entre 2020 e 2025, contribuiu para ampliar as capacidades institucionais dessas organizações. Os resultados mostram que organizações mais estruturadas e preparadas ampliam sua capacidade de apoiar empreendedores, conectar atores e mobilizar recursos para a geração de impacto socioambiental positivo.
Entre os avanços observados estão o desenvolvimento de capacidades organizacionais, a ampliação de redes e alianças estratégicas, a adoção de práticas voltadas à diversidade e uma atuação mais alinhada às realidades dos territórios. O estudo também evidencia desafios para o ecossistema, como a ampliação de recursos destinados à sustentabilidade dessas organizações, o estímulo à colaboração entre diferentes atores e o aprofundamento da presença territorial, especialmente na Amazônia.
A pesquisa foi realizada com dinamizadoras de diferentes perfis, incluindo instituições que apoiam diretamente empreendedores e outras que atuam na articulação do ecossistema, na produção de conhecimento e no fomento de agendas estratégicas. Ao longo do período, o Fundo Vale apoiou 51 organizações dinamizadoras, tendo 13 delas participado do estudo.
Para estruturar o estudo, foi utilizado o GIMPACT, modelo de gestão e mensuração de impacto que organiza indicadores, coleta e análise de dados para apoiar decisões baseadas em evidências.
“Gerar impacto de forma consistente exige olhar não apenas para os negócios, mas também para as organizações que ajudam a criar as condições para que esses empreendimentos se desenvolvam. O estudo reforça que as dinamizadoras são uma infraestrutura essencial do ecossistema: conectam atores, formam empreendedores, traduzem demandas dos territórios e apoiam soluções que podem gerar benefícios socioambientais no longo prazo”, afirma Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale.
Capital paciente, flexibilidade e articulação para ampliar impacto
A atuação do Fundo Vale se deu por diferentes estratégias, incluindo apoio de longo prazo, maior flexibilidade no uso de recursos financeiros, suporte técnico e incentivo à mensuração do impacto. Em alguns casos, o Fundo Vale também atuou por meio de capital paciente, concessões e contribuições para a estruturação de mecanismos financeiros inovadores para reduzir os riscos iniciais e criar condições mais favoráveis para atrair instituições financeiras, investidores e parceiros.
As organizações entrevistadas relatam que o Fundo Vale tem contribuído para promover conexões estratégicas, aproximar agendas complementares, incentivar parcerias e ampliar a circulação de conhecimento entre diferentes atores. Ao mesmo tempo, o estudo aponta oportunidades para avançar na coordenação contínua dessas iniciativas, fortalecendo a colaboração e o potencial de impacto coletivo no ecossistema de impacto socioambiental.
“Ao compartilhar essas reflexões, o Fundo Vale reafirma seu compromisso com a geração e gestão de impacto, a transparência e o aprendizado contínuo. Espera-se que os resultados apresentados neste estudo inspirem outros atores a avançar em modelos de atuação mais estruturantes, colaborativos e orientados por evidências, afirma Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale.
Cinco caminhos para fortalecer o ecossistema de impacto socioambiental
A partir dos dados e das percepções de organizações dinamizadoras e especialistas, o estudo identifica cinco caminhos para fortalecer o ecossistema de impacto socioambiental e ampliar sua capacidade de gerar transformações duradouras:
- Ampliar o financiamento para o fortalecimento, com mais recursos destinados a estrutura organizacional, equipes, governança, monitoramento e desenvolvimento de capacidades;
- Fortalecer a articulação e orquestração de redes, promovendo maior integração entre organizações, agendas e iniciativas para potencializar impactos coletivos positivos;
- Avançar na construção de uma agenda de diversidade, ampliando o apoio a empreendedores e organizações lideradas por grupos historicamente sub-representados desde os estágios iniciais;
- Transformar dados em inteligência estratégica para o campo, integrando evidências e aprendizados para orientar decisões, investimentos e políticas públicas;
- Aprofundar a conexão nos territórios, por meio da escuta local, presença territorial, equipes fortalecidas e a participação de atores locais nos processos de decisão.
Baixe agora o estudo “Fortalecer Para Transformar: as organizações dinamizadoras no ecossistema de impacto – um olhar para as contribuições do Fundo Vale”.