28/10/26

Com apoio do Fundo Vale, programa idealizado pelo Impact Hub Manaus chegou a Marabá e Tabatinga em 2026, ampliando o trabalho já realizado em Tefé (AM), Ji-Paraná (RO) e Rio Branco (AC) 

O EcoAm, programa idealizado pelo Impact Hub Manaus com apoio do Fundo Vale, ampliou sua atuação na Amazônia em 2026, chegando a Marabá (PA) e Tabatinga (AM). Por meio de uma parceria com o Sebrae/AM, a iniciativa também passou a atuar em Manicoré (AM) e Carauari (AM). Esses municípios se somam a Tefé (AM), Ji-Paraná (RO) e Rio Branco (AC), onde o programa já trabalha pelo fortalecimento dos ecossistemas de empreendedorismo, inovação e bioeconomia. 

Criada em 2024, a iniciativa desenvolve mecanismos e metodologias alinhados à realidade dos territórios amazônicos, fomenta lideranças e apoia soluções para desafios socioambientais a partir da bioeconomia. Com foco no fortalecimento de cinco ecossistemas de empreendedorismo e inovação na Amazônia até 2027, o EcoAM integra a estratégia do Fundo Vale de fortalecer e desenvolver a bioeconomia na região, articulando negócios, investimentos, conhecimento e legado. 

Formação e acompanhamento em Marabá 

Como parte da expansão, Marabá recebeu, nos dias 2 e 3 de setembro, os encontros presenciais do Raiz Empreendedora, na Estação Conhecimento, em São Félix. A iniciativa reuniu cerca de 40 participantes nas atividades e 15 negócios com CNPJ formalizado. 

A formação reuniu pequenos negócios e prestadores de serviços, com forte presença de atividades ligadas à floresta e à economia regional. Entre os segmentos representados estavam artesanato e economia criativa, comércio e alimentação, tecnologia, beleza e moda, agricultura familiar e bioeconomia, produtos da floresta e turismo sustentável. 

Durante as oficinas, os participantes trabalharam competências de gestão, inovação e planejamento, além de analisar seus negócios, identificar desafios e desenvolver soluções para aplicação prática. 

A jornada foi estruturada para continuar após os encontros presenciais. O cronograma incluiu aplicação dos aprendizados com acompanhamento via WhatsApp e R$ 5 mil em premiação para negócios locais. Para janeiro de 2027, está previsto o diagnóstico e mapeamento do ecossistema local de bioeconomia. 

“A proposta do Raiz Empreendedora é fortalecer quem já empreende na Amazônia, considerando os conhecimentos, os desafios e as oportunidades de cada território”, apontou Washington Silva, gerente do EcoAm. Em Marabá, a jornada de escuta, formação e articulação também busca orientar novas iniciativas voltadas ao desenvolvimento da bioeconomia local. 

“Buscamos apoiar negócios e lideranças a partir das necessidades de cada território. A formação dos empreendedores, a articulação das redes locais e o acesso a recursos são ações complementares para fortalecer a bioeconomia e ampliar a geração de renda associada à conservação da floresta”, avalia Márcia Soares, gerente Amazônia e Parcerias do Fundo Vale. 

Marabá foi o segundo município a receber o Raiz Empreendedora, após a edição realizada em Tabatinga nos dias 18 e 19 de agosto. Com essa expansão, o EcoAm passou a estar presente em quatro estados amazônicos. 

A atuação também marca a primeira iniciativa do Fundo Vale em conjunto com a Fundação Vale no município. A escolha considerou o potencial produtivo local e o papel de Marabá como polo regional, além de sua localização fora do principal eixo historicamente contemplado pelo fomento do programa. 

Originalmente voltado à bioeconomia, o Raiz Empreendedora foi adaptado à realidade local para incluir empreendedores de outros segmentos relevantes para a economia de Marabá. A articulação com organizações e lideranças do território ajudou a conectar a formação às demandas de geração de renda e inclusão produtiva. 

Mapeamento territorial  

Os municípios de Marabá e Tabatinga estão na fase de chegada, dedicada ao mapeamento territorial, à mobilização das comunidades e à construção de relações de confiança. A etapa busca compreender como funciona a economia da sociobiodiversidade na localidade, identificando as cadeias produtivas, os atores locais, as relações comerciais, o acesso a recursos e as políticas públicas que chegam ao território. A metodologia analisa as conexões entre eles para orientar prioridades de atuação e identificar obstáculos à geração de renda. 

O diagnóstico combina o levantamento de dados públicos, de fontes como IBGE, MapBiomas, RAIS e Censo, com entrevistas conduzidas por agentes territoriais. A escuta local permite validar as informações e compreender relações e acordos informais que não aparecem nas bases de dados. A análise contempla cinco dimensões: território, composição do ecossistema, ambiente externo, estrutura das redes de colaboração e mecanismos que influenciam as transformações locais. 

Consolidação das redes e novas frentes 

Tefé, Ji-Paraná e Rio Branco avançam na fase de fortalecimento. Nesses três municípios, o foco está na consolidação das redes locais, no acesso a capital, na inserção em mercados e no aprimoramento dos resultados dos negócios apoiados. 

No Amazonas, o EcoAm também está implementando o BioConecta em Carauari e Manicoré, com ações voltadas às cadeias do pescado e da banana, respectivamente. 

A combinação entre expansão e acompanhamento dos territórios já atendidos permite desenvolver apoios adequados às diferentes etapas dos negócios e às características de cada economia local. 

Conheça mais 

EcoAm: acesse o site do programa para conhecer sua proposta e suas frentes de atuação. 

Estudo sobre bioeconomia: confira o conteúdo sobre os desafios da bioeconomia na Amazônia. 

Minidocumentários: acompanhe as experiências dos territórios na série disponível no canal do EcoAm no YouTube.