Relatório de Impacto 2020-2025 apresenta os principais resultados e aprendizados acumulados nos últimos cinco anos de atuação em iniciativas voltadas à bioeconomia, à recuperação de áreas, criação de instrumentos financeiros inovadores e ao fortalecimento do ecossistema de impacto socioambiental. Alavancagem de recursos é destaque: cada R$ 1,00 aportado pelo Fundo Vale mobilizou cerca de R$ 5,90 de outras fontes.

O Fundo Vale, fundo de fomento criado pela Vale para impulsionar as agendas de floresta e clima, apresenta em seu Relatório de Impacto 2020-2025 uma análise dos resultados e aprendizados acumulados ao longo dos últimos cinco anos. A publicação também resgata marcos da trajetória da organização que, desde 2009, apoiou 169 iniciativas e 887 negócios de impacto, mobilizou R$ 576 milhões, contribuiu para a recuperação de 25.364 hectares por meio de sistemas sustentáveis e impactou mais de 60 mil pessoas direta e indiretamente.
Em 2020, o Fundo Vale estruturou sua Teoria da Mudança 2030, consolidando uma visão de longo prazo para orientar sua atuação, a gestão dos recursos e o acompanhamento dos impactos gerados. Desde então, a organização passou a direcionar seus esforços a partir de objetivos e resultados definidos para fortalecer sua contribuição às agendas de floresta e clima.
Sua atuação foi organizada em cinco frentes complementares: fortalecimento de capacidades, mobilização de recursos financeiros, apoio a negócios de impacto socioambiental, contribuição para os compromissos de sustentabilidade da Vale e atuação em coalizões para fortalecer o ecossistema.
Lançado na Semana do Clima de Nova York, o Relatório de Impacto 2020-2025 do Fundo Vale, analisa as evidências, reflexões e conhecimentos acumulados ao longo desse período e dos 16 anos de atuação da organização. Desenvolvido em parceria com a Move Social, a Pipe Social e a Manacá Tecnologias Sociais, o documento apresenta casos e aprendizados em modelos de apoio financeiro e não financeiro, a atuação em territórios da Amazônia, o fomento da bioeconomia e a recuperação de áreas por meio de sistemas sustentáveis em diferentes biomas.
“Ao longo do caminho, por meio de uma avaliação constante de resultados e oportunidades, reestruturamos nossa estratégia para potencializar o nosso apoio em arranjos financeiros inovadores e fortalecer a governança e capacidades em diversas frentes do ecossistema de impacto positivo. Compartilhar experiências e aprendizados com transparência, como fazemos neste relatório, é parte de um viés de colaboração sistêmica para gerar conhecimento e potencializar o impacto socioambiental e econômico nas agendas de floresta e clima no Brasil”, explica Patrícia Daros, diretora do Fundo Vale.
Capital Catalítico: cada R$ 1,00 aportado pelo Fundo Vale como capital catalítico mobiliza cerca de R$ 5,90 de outras fontes
Um dos destaques do relatório é a evolução da atuação do Fundo Vale na mobilização de recursos para as agendas de floresta e clima. Ao longo dos últimos anos, a organização ampliou seu foco com a criação de condições que permitam a iniciativas socioambientais e negócios da sociobiodiversidade alcançarem sustentabilidade financeira e ganharem escala. Entre 2020 e 2025, cada R$ 1 aportado pelo Fundo Vale como capital catalítico mobilizou, em média, cerca de R$ 5,9 adicionais de fontes filantrópicas, públicas, privadas e do mercado financeiro tradicional.
A estratégia combina a criação de instrumentos financeiros inovadores, estruturas de financiamento misto (blended finance) e outros arranjos de cooperação para ampliar o acesso a recursos destinados à bioeconomia, à proteção e recuperação de áreas e a soluções baseadas na natureza. A composição do capital e a atuação do Fundo Vale é adaptada às necessidades de cada iniciativa, considerando seu o estágio de maturidade e o objetivo de cada iniciativa.
“Na prática, o capital catalítico passou a ser utilizado para reduzir riscos percebidos por financiadores e investidores e viabilizar a entrada de recursos privados em agendas ainda incipientes. Em estruturas de blended finance, esse capital pode assumir posições subordinadas, absorver eventuais primeiras perdas ou funcionar como garantia. Assim, não substituímos o capital tradicional, mas criamos condições para que ele chegue a negócios e soluções que, de outra forma, teriam dificuldade de acesso a financiamento”, explica Patrícia Daros.
Amazônia e Bioeconomia: fortalecer quem protege a floresta
Apoiar soluções coletivas e inovadoras tem sido uma estratégia do Fundo Vale para fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de impacto na Amazônia. Nos últimos anos, a atuação no bioma foi fortalecida por meio da articulação de parcerias dispostas a enfrentar os desafios estruturais complexos dos territórios e impulsionar modelos de negócios que têm como pressuposto a manutenção da floresta em pé e o desenvolvimento socioeconômico local.
“Reunir competências complementares é fundamental para fortalecer cadeias e negócios da sociobiodiversidade. Por meio de políticas públicas, diversificação de fontes de capital, ciência, inovação e a experiência de organizações da sociedade civil, é possível reduzir gargalos e potencializar a vocação bioeconômica nos territórios amazônicos. O relatório traz diversas experiências da nossa atuação em rede e mostra que oferecer apoio não financeiro e fortalecer o ecossistema é tão importante quanto o capital catalítico para viabilizar negócios e iniciativas”, diz Márcia Soares, gerente Amazônia e Parcerias do Fundo Vale.
Meta Florestal 2030 da Vale impulsiona recuperação de áreas por meio de sistemas sustentáveis
A Meta Florestal 2030 é uma iniciativa voluntária da Vale que prevê proteger e recuperar 500 mil hectares até o fim da década, para além das obrigações legais e fronteiras operacionais da companhia. Até o momento, cerca de 45% desse compromisso já foi alcançado, o equivalente a aproximadamente 225 mil
O Fundo Vale conduz a frente de recuperação da Meta Florestal 2030, responsável pela meta de recuperar 100 mil hectares até o fim da década por meio de modelos sustentáveis, como sistemas agroflorestais, consórcios simplificados e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Entre 2020 e 2025, o Fundo Vale aportou R$ 292 milhões diretamente nos negócios apoiados e destinou outros R$ 38 milhões a suporte não financeiro, contribuindo para a implantação de mais de 25 mil hectares.
A iniciativa contou com 20 parceiros estratégicos que contribuíram em diversas frentes, como avaliação econômico-financeira de projetos, programas de aceleração, pesquisa e inovação, acompanhamento técnico na implementação dos sistemas e de salvaguardas socioambientais, mensuração e avaliação de impacto, entre outras. A atuação em diferentes biomas trouxe aprendizados sobre a importância de adaptar modelos e abordagens às características ambientais, sociais e econômicas locais.
Um laboratório de inovação e aprendizagem
Desde 2009, o Fundo Vale opera na interseção entre capital, apoio técnico, produção e disseminação de conhecimento e articulação multissetorial, buscando fortalecer o ecossistema de impacto. Ao estruturar veículos de financiamento misto, apoiar organizações e iniciativas e participar de coalizões nacionais e internacionais, contribuiu para conectar comunidades, governos, investidores, negócio, academia e organizações da sociedade civil.
A experiência mostra que é preciso adaptar abordagens, contar com parcerias enraizadas nos territórios e reconhecer os ciclos longos associados à transição no uso da terra. Ao analisar esses aprendizados, o Fundo Vale compartilha evidências, reflexões e referências construídas ao longo de sua atuação, contribuindo para qualificar decisões e fortalecer iniciativas voltadas à geração de resultados ambientais, sociais e econômicos.
Baixe o relatório e conheça os detalhes dessa jornada.