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Desmatamento recua, mas a economia da floresta precisa avançar |
Neste mês, o INPE nos trouxe uma boa notícia: o desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu os menores patamares da série histórica. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a redução foi de 41,8% na Amazônia; no Cerrado, a queda foi de 23,8%, a menor taxa registrada desde 2011. Na dimensão econômica, um estudo do Ibre/FGV aponta que a queda de 71% do desmatamento na Amazônia entre 2022 e 2026 evitou cerca de 1,5 bilhão de toneladas de emissões de gases de efeito estufa: o equivalente a R$ 1,16 trilhão em danos climáticos globais evitados.
A crise climática, porém, mostra que reduzir o desmatamento é apenas parte do desafio. A seca na Amazônia, agravada pelo El Niño, exige atenção. Segundo o ClimaInfo, com informações do INPE, a Amazônia registrou cerca de 15 mil focos de calor entre 13 de setembro e 12 de outubro de 2026: 2,4 vezes o observado no mesmo período de 2025. Em outro recorte, o monitoramento do INPE aponta queda de 74,3% nos focos em áreas protegidas pelo ICMBio no Amazonas entre janeiro e meados de outubro, frente ao mesmo intervalo de 2025.
Nesta edição, os boletins do Instituto Tecnológico Vale mostram como o conhecimento climático ajuda os negócios de recuperação de áreas da Meta Florestal 2030 da Vale a antecipar riscos e a orientar decisões. Em outra frente, trazemos uma matéria que mostra experiências de formação empreendedora e fortalecimento de redes locais, com apoio à gestão e ao planejamento dos negócios. No campo do financiamento, apresentamos o Fundo “Banzeiro” – Capital Estratégico para Impacto, desenvolvido em parceria com a Din4mo para combinar capital catalítico e apoio não financeiro a negócios de impacto.
A combinação entre financiamento e apoio aos negócios traz uma questão: como garantir que os recursos atendam às prioridades de cada território? O artigo publicado na Stanford Social Innovation Review Brasil, com coautoria de Márcia Soares, gerente Amazônia e Parcerias do Fundo Vale, aprofunda essa discussão. A proposta é rever como as decisões de investimento são tomadas. Isso implica adaptar prazos, critérios e indicadores às realidades locais, fortalecer a capacidade de gestão das organizações e assegurar sua participação nas decisões sobre os recursos.
Por fim, todos esses temas se encontrarão no FIINSA, que chega à quarta edição de 3 a 5 de novembro, em Manaus. Apoiamos o festival desde o início e participaremos das conversas sobre fortalecimento de negócios, financiamento das cadeias da sociobiodiversidade e recuperação de áreas. Nosso convite é para que você também faça parte desse espaço de troca, em que desafios compartilhados dão origem a novas parcerias e soluções viáveis para os territórios.
Boa leitura!
Patrícia Daros, diretora do Fundo Vale
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Fórum de Soluções Agroflorestais |
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Evento acontecerá em 16 de novembro, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (Belém-PA) e conectará produtores, empresas, investidores, pesquisadores e organizações para fortalecer sistemas agroflorestais |
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Fundo Vale e Din4mo lançam Fundo de Filantropia Estratégica “Banzeiro” |
3º Encontro de Rotas da Jornada Go!Blended apresenta aprendizados da construção do Fundo, cocriado pelo Fundo Vale e pela Din4mo Lab para mobilizar recursos para soluções de impacto socioambiental |
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EcoAm amplia atuação na Amazônia |
Programa de fortalecimento de capacidades locais para a bioeconomia, desenvolvido pelo Impact Hub Manaus com apoio do Fundo Vale, chega a novos municípios |
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El Niño e Meta Florestal 2030 da Vale |
Boletins de previsão climática do Instituto Tecnológico Vale (ITV) apontam riscos relacionados à disponibilidade de água e à irregularidade das chuvas, orientando o plantio e o manejo nos territórios |
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Presidente da ASSOBIO, associação de empresas da sociobioeconomia da Amazônia
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1. Qual é o objetivo da ASSOBIO e o que representa a nova governança, com uma diretoria totalmente feminina?
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A ASSOBIO foi criada para fortalecer negócios que conciliam desenvolvimento econômico, conservação da biodiversidade e valorização das comunidades locais, impulsionando a sociobioeconomia amazônica com a floresta em pé e as pessoas no centro das oportunidades. A diretoria integralmente feminina é uma consequência natural da presença expressiva das mulheres na liderança desses negócios e demonstra seu protagonismo na construção de uma nova economia para a Amazônia. Nossa missão vai além da visibilidade: queremos criar condições reais para que as empresas cresçam, acessem mercados, agreguem valor à biodiversidade e gerem renda nos territórios, por meio de uma governança participativa e conectada à diversidade das empresas e das realidades amazônicas.
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2. Quais foram os principais resultados e aprendizados acumulados desde o início da atuação da associação e qual foi a importância do apoio do Fundo Vale neste período? |
Em 2025, reuníamos 126 associados, com mais de R$ 52 milhões em renda anual, mil empregos diretos e 70 mil pessoas impactadas. Hoje, somos 165 empresas, que compram mais de R$ 97 milhões em insumos da sociobioeconomia, impactam mais de 90 mil pessoas e geram cerca de 1.200 empregos diretos. O Fundo Vale foi fundamental para ampliar nossa presença em eventos e mercados e impulsionar iniciativas ligadas à COP30, como o selo Aqui Tem Bioeconomia, que avança de Belém para uma expansão nacional, e a pesquisa de percepção sobre bioeconomia e Amazônia, que abriu caminho para uma campanha nacional. Aprendemos que visibilidade, articulação e acesso a mercado precisam caminhar juntos para transformar o potencial do setor em negócios sustentáveis, renda e desenvolvimento territorial.
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3. Quais são as prioridades, os desafios e as expectativas para o próximo ciclo?
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Nossa prioridade é fortalecer a ASSOBIO e a sustentabilidade dos negócios com três pilares: acesso a mercado, fortalecimento dos territórios amazônicos e advocacy, ampliando oportunidades comerciais, geração de valor local, parcerias e influência nas políticas públicas. Com o Fundo Vale, queremos expandir nacionalmente o selo Aqui Tem Bioeconomia, fortalecer a atuação institucional nos territórios e implementar o Balcão Único da Sociobioeconomia, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia em Belém (PA). O desafio é transformar a visibilidade da Amazônia em contratos, mercados e renda para pequenas e médias empresas. Esperamos consolidar esse legado e o protagonismo amazônico, porque a floresta precisa ser uma economia viável para quem vive dela e a mantém de pé.
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Em São Bento, município do Tocantins, os babaçuais são fonte de renda das comunidades. Com apoio do Fundo Vale, no âmbito da Meta Florestal 2030 da Vale, a Caaporã Agrossilvipastoril alia a preservação das palmeiras nativas ao plantio de outras espécies florestais e à criação de gado. O objetivo é proporcionar sombra e abrigo aos animais e, consequentemente, aumentar a produtividade pecuária e gerar créditos de carbono. Neste vídeo, Seu Zé Neto conta por que sempre defendeu os babaçus.
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Iniciativas Multiatores para Transição Ecológica
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Desenvolvido pelo Sense-Lab com apoio do Fundo Vale, o estudo mapeia como iniciativas envolvendo múltiplos atores se organizam e atuam na prática, revelando padrões, estratégias e funções que articulam agendas em clima, biodiversidade, bioeconomia e desenvolvimento territorial. A publicação destaca a diversidade territorial ao analisar diferentes biomas e escalas, apontando concentrações e lacunas; sistematiza redes, coalizões e alianças, elucidando a dinâmica de colaboração socioambiental; e oferece subsídios para que organizações, financiadores e formuladores de políticas definam estratégias, alocação de recursos e novas iniciativas mais coordenadas e eficazes na transição ecológica.
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O Fundo Vale tem como prioridade assegurar a proteção e a privacidade dos seus dados e, por isso, reforçamos os nossos compromissos quanto à coleta, ao armazenamento, às formas de tratamento e ao compartilhamento dos seus dados pessoais, conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). |
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