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O ecossistema de impacto em rota de crescimento |
Anunciado no início da semana, o 5º leilão do Eco Invest Brasil é mais um sinal positivo de que o país está usando dinheiro público de forma orientada ao impacto: como capital catalítico para reduzir risco, atrair investimento privado e direcionar recursos em escala para a transição ecológica, a inovação e a construção de uma economia que respeita limites da natureza e das pessoas.
Quando o leilão, que tem potencial de levantar R$50 bilhões em investimentos, aponta para inovação, bioeconomia e soluções baseadas na natureza, ele se conecta diretamente com o que vimos no Bioeconomy Amazon Summit, em Belém. Ali, ciência, saberes tradicionais, startups, investidores e governo se encontram para dar cara, voz e CNPJ a essa economia baseada na floresta. Não é mais teoria: são empreendedores desenhando, junto com a sociedade civil, o setor privado e a ciência, soluções viáveis com grande potencial de impacto socioambiental positivo e retorno financeiro.
A mesma energia marcou o Impacta Mais 2026, fórum no qual debatemos a democratização do investimento de impacto. Não basta ter mais recursos, é preciso mudar a lógica com que eles circulam. Para apoiar cadeias da bioeconomia voltadas à conservação e à restauração florestal, precisamos de formatos diversos de investimentos e instrumentos que respeitem o tempo de risco e retorno da floresta.
Na prática, histórias como a da Belterra Agroflorestas mostram o que acontece quando essa combinação dá certo. Com uma estratégia de blended finance apoiada pelo Fundo Vale, desde sua criação, no contexto da Meta Florestal Vale 2030, a empresa consolidou seu modelo agroflorestal, atraiu um aporte inédito de equity e avança na recuperação de áreas por meio de SAFs com foco no cacau, gerando renda, empregos e resiliência climática. É a prova de que, quando o desenho financeiro acompanha a ambição socioambiental, a nova economia vira realidade nos territórios.
E a agenda continua a ganhar fôlego. A II Semana do Clima da Amazônia, que se aproxima, será mais um ponto de convergência importante, mantendo viva a energia da COP30 e reforçando a região como protagonista das soluções climáticas do Sul Global. O desafio agora é seguir alinhando capital, política pública e ação coletiva para que cada real mobilizado seja um passo a mais na construção da economia da floresta que queremos ver consolidada nas próximas décadas.
Boa leitura!
Patrícia Daros Diretora do Fundo Vale |
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Belterra conquista aporte inédito |
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Com uma rodada de equity de até R$ 75 milhões e o suporte contínuo do Fundo Vale por meio da Meta Florestal Vale 2030 para a estruturação financeira e gestão do impacto, a empresa reforça governança e amplia capacidade produtiva em SAFs |
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Bioeconomy Amazon Summit articula capital e inovação em torno da economia baseada na floresta. Evento aconteceu no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, reunindo mais de 4 mil participantes |
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Painel com Fundo Vale mostra que democratizar o investimento passa por novos modelos de risco, retorno e tempo, além da articulação entre fundos filantrópicos, venture capital, microcrédito digital e até peer-to-peer lending para escalar soluções |
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Mapa estratégico para fortalecer ecossistemas de impacto
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Sense-Lab lança estudo “Iniciativas Multiatores de Desenvolvimento de Ecossistemas de Impacto”, que sistematiza aprendizados de uma década de atuação junto a redes, coalizões e organizações que buscam respostas coletivas para desafios complexos |
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I Simpósio de Inovação Agroflorestal
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Evento realizado pelo CEIA e apoiado pelo Fundo Vale incluiu debates técnicos, troca de experiências de campo e lançamento de relatório que traz um panorama atualizado dos SAFs |
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Arranjos territoriais para a restauração na Amazônia
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Oficina reúne diferentes perspectivas sobre o papel de organizações e instrumentos financeiros na construção de soluções capazes de acelerar a recuperação de áreas na Amazônia |
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II Semana do Clima da Amazônia
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Evento reforça o papel da região como protagonista na agenda climática global e abre espaço para que diferentes vozes construam, juntas, os próximos passos de um futuro mais justo, sustentável e regenerativo |
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Head de Sustentabilidade da KPTL |
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Como o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) está se consolidando como uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da bioeconomia amazônica e não apenas como um grande evento anual?
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O BAS começou como um grande encontro, mas está se firmando como uma plataforma contínua de articulação em torno da bioeconomia amazônica. Ao reunir dezenas de parceiros, entre programas como o Jornada Amazônia, universidades, organizações da sociedade civil, poder público e fundos de investimento, o summit ajuda a mapear negócios, gargalos de cadeia e oportunidades reais de investimento. Essa combinação de curadoria qualificada e conexão com capital de impacto faz com que o BAS gere efeitos que ultrapassam os dias de programação, fortalecendo o ecossistema, dando visibilidade à “inovação da vida real” e abrindo caminho para novos fundos, políticas públicas e parcerias estruturantes na região.
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De que maneira o novo fundo da KPTL voltado à Amazônia pretende combinar retorno financeiro e impacto socioambiental ao investir em negócios de bioeconomia na região?
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O fundo dedicado à Amazônia foi desenhado para investir aproximadamente 50 milhões de dólares em 20 a 25 empresas ao longo de cinco anos, com foco em biofármacos, biocosméticos, biomateriais e também em soluções de logística, energia, rastreabilidade e restauração produtiva que dão escala a esses produtos. A lógica é clara: a bioeconomia amazônica precisa ser competitiva do ponto de vista econômico para atrair capital em volume relevante e, ao mesmo tempo, gerar benefícios concretos para a floresta e para as comunidades. Por isso, o fundo combina capital tradicional com recursos filantrópicos e concessionais, o que ajuda a mitigar riscos, destravar negócios de inovação profunda e criar casos de sucesso capazes de provar, na prática, que é possível alinhar desempenho financeiro e impacto na Amazônia.
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Por que a KPTL decidiu adaptar o tamanho dos cheques para a realidade da Amazônia e o que isso revela sobre a maturidade do ecossistema de inovação na região?
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A decisão de trabalhar com cheques iniciais menores, a partir de cerca de 1 milhão de reais e podendo chegar a 15 milhões de reais, nasce de um diagnóstico direto: o ecossistema amazônico cresce rápido, mas ainda é jovem quando comparado a polos consolidados de tecnologia. Muitos negócios estão em estágios mais iniciais e apresentam maior incerteza, o que exige um capital que acompanhe a curva de aprendizado sem distorcer incentivos ou diluir demais os empreendedores. Ao adotar um cheque mais flexível, que pode crescer conforme a empresa comprova tração, a KPTL busca alocar melhor os recursos, reduzir riscos, complementar instrumentos já existentes e criar uma ponte entre o capital disponível hoje e o potencial de escala da bioeconomia amazônica no médio e longo prazo.
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Diversas instituições se reuniram, em Belém, para conectar e acelerar a inovação em bioeconomia, na 3ª edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS). Juntos, empreendedores, investidores, lideranças indígenas e institutos de tecnologia, discutiram os principais temas para impulsionar a conservação da região conectada ao desenvolvimento de produtos mais competitivos e inovadores na Amazônia. Ao todo, o encontro contou com 220 palestrantes, além de imersões e experiências territoriais.
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Relatório Anual – Amazônia em Casa, Floresta em Pé | Ciclo 2025
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O relatório anual do programa Amazônia em Casa, Floresta em Pé reúne os principais resultados e aprendizados do ciclo 2025. A iniciativa da Climate Ventures, realizada com financiamento da CLUA, Fundo Vale e iCS, apoiou 55 negócios da sociobioeconomia amazônica de nove estados brasileiros, fortalecendo estratégias de presença digital e acesso ao mercado para produtos da floresta. Como resultado, as marcas participantes alcançaram R$ 2,48 milhões em faturamento digital, registrando crescimento de 88,72% em relação a 2024.
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