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O legado de Mariano Cenamo |
Ele chegava em nossas reuniões com uma floresta inteira no coração. Paulistano de nascimento, amazonense por amor, dedicou boa parte da vida a escutar comunidades ribeirinhas, rurais, quilombolas, indígenas; e, do outro lado, investidores, empresas, agentes do mercado. Buscava incansavelmente ideias para mostrar que a conta fecha, que floresta em pé vale muito mais.
Em 2004, criou o Idesam, que viria a ser um grande parceiro nosso anos depois. Hoje, o instituto é reconhecido como uma das organizações mais sérias, transparentes e inovadoras na defesa da Amazônia. Com uma atuação exemplar, une conservação ambiental ao desenvolvimento econômico, sem jamais perder de vista a valorização dos povos da floresta.
Nossa história de parceria começou no sul do Amazonas, em 2012. Foi lá que apoiamos o Idesam a estruturar a cadeia do primeiro café agroflorestal da Amazônia, o Apuí. Aquele em que a mata sombreia o cafezal, a renda vai para as famílias que cuidam da floresta e o grão chega à xícara encorpado, com acidez equilibrada e aquele sabor que só quem conhece sabe.
Mariano dizia que não faltavam bons projetos para segurar a floresta em pé – faltava gente disposta a ajustar a régua do mercado ao tempo da Amazônia, e não o contrário. Em 2016, durante as oficinas “Negócios sustentáveis da Amazônia”, promovidas pelo Fundo Vale com a proposta de unir organizações socioambientais ao então ecossistema de finanças sociais e empreendedorismo de impacto, foi provocado a criar algo similar ao que vinha acontecendo no Sudeste, na Amazônia.
Em 2018, sentamo-nos com o Idesam e o Impact Hub Manaus para apoiar o
FIINSA – um festival multissetorial que mostra à Faria Lima que investir em impacto socioambiental positivo é um excelente negócio. Já foram feitas quatro edições. A mais recente, versão pocket, reuniu 400 pessoas – um sucesso, considerando que aconteceu na COP30, com Belém fervilhando de eventos paralelos à conferência da ONU.
Em 2021, trabalhamos juntos para fundar a AMAZ – a primeira aceleradora com um fundo de blended finance de R$ 25 milhões dedicado a negócios da Amazônia. Na primeira chamada, somou mais de 400 empreendimentos inscritos e 16 empresas apoiadas. Com uma estratégia que oferece suporte de gestão, acesso a mercado e mentorias personalizadas, tornou-se uma das principais referências em aceleração de negócios de impacto. Mais recentemente, fechamos apoio ao Zôma, como desdobramento dos aprendizados da Amaz.
Mariano nos deixou na noite de 10 de julho, depois de lutar pela sua vida de uma forma comovente. O seu legado transborda os mais de 10 milhões de hectares de floresta que ele ajudou a proteger. Ele nos deixa uma agenda viva e uma rede que aprendeu a falar a língua do mercado sem perder a própria. E, acima de tudo, a compreensão de que a Amazônia se defende com a sabedoria dos povos tradicionais, com cadeias da sociobiodiversidade fortalecidas, com gente que saber respeitar floresta e com capital paciente.
Esta edição da nossa newsletter, como todas as anteriores e as que virão, é atravessada pelos aprendizados que ele nos deixou.
Obrigada por tudo, querido amigo.
Equipe Fundo Vale
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II Semana do Clima da Amazônia
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Com patrocínio da Vale e Hydro, apoio do Banco da Amazônia, organização da Numerik e correalização de mais de 30 instituições sociais, privadas e governamentais, a programação conectou os compromissos diplomáticos da COP30 a soluções práticas nos territórios |
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Comunidades extrativistas aumentam autonomia financeira em Resex
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Arranjos produtivos da sociobiodiversidade ganham fôlego na Amazônia com apoio do ICMBio e Vale, no programa Sustenta.Bio. Iniciativa liderada pela OPAN fortalece a governança de associações locais em reservas extrativistas, ajuda a elevar o capital de giro na cadeia de castanha-do-brasil em 76% e o aumento da comercialização em 6x |
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Pessoas com deficiência e mobilidade reduzida que vivem na Resex Rio Gregório (AM) recebem equipamentos assistivos adquiridos por meio de mobilização voluntária potencializada pela Vale |
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Novo marco no setor agroflorestal
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Belterra Agroflorestas realiza primeira colheita de cacau em sistema agroflorestal em Rondônia. Como parte do compromisso Meta Florestal 2030 da Vale, em parceria com agricultores familiares da região, a produção sustentável na Amazônia resultou em 1 tonelada do produto em apenas dois anos
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Co-Lead, Ashoka AI Lab. Líder da Alavanca Narrativas da Jornada IA para o Impacto. |
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1. Como surgiu a Jornada IA para o Impacto?
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A jornada foi uma iniciativa colaborativa que reuniu 70 lideranças de todo o Brasil, em sete encontros facilitados pelo SenseLab, para discutir como a inteligência artificial pode contribuir para enfrentar desafios socioambientais complexos. Desde o início, ficou claro que era essencial incluir no debate vozes de diferentes setores – da filantropia, passando pela academia e pelo governo, com um papel central de OSCs especialistas em impacto positivo. Os encontros resultaram na formação de uma comunidade de líderes comprometida com a adoção ética, responsável e transparente da IA respeitando autonomia, inclusão e diversidade.
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Elas trouxeram experiências de como a IA e a tecnologia digital se concretizam no campo, oferecendo dados e perspectivas tanto dos sucessos como dos desafios. Nesse momento em que precisamos realizar uma transformação em escala nacional, exemplos de organizações com presença significativa em comunidades e impacto positivo nos desafios socioambientais são essenciais para guiar nossos passos, além de demonstrar que existem caminhos inclusivos e que as comunidades não são atores passivos nesse processo.
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3. Qual foi o principal resultado do primeiro ciclo da iniciativa e quais serão os próximos passos?
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Criamos o Cérebro da Jornada, uma ferramenta curada pela comunidade de líderes, com recursos primariamente nacionais, para apoiar o uso de IA no ecossistema de impacto. Os próximos passos são implementar os protótipos e lançar uma coalização nacional organizada em quatro pilares: Narrativas e Conexão, Letramento e Formação, Governança e Regulação, e Infraestrutura e Soberania. Por enquanto, convidamos todos a conhecerem nossas recomendações para orientar práticas que podem criar condições para o uso estratégico da IA no setor sem deixar ninguém para trás, e o relatório final dessa primeira etapa.
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O lançamento do estudo “Iniciativas Multiatores para Desenvolvimento de Ecossistemas de Impacto” reuniu lideranças, investidores e gestores para explorar como as redes colaborativas fazem a diferença quando se trata de soluções socioambientais.
Desenvolvido pelo Sense-lab com apoio de organizações parceiras, o material sistematiza aprendizados de 17 casos práticos e apresenta ferramentas que incentivam o desenvolvimento de ecossistemas de impacto. No vídeo, Andreas Ufer, do Sense-Lab, Fernanda Bombardi, do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), e Liz Lacerda, do Fundo Vale, compartilham a importância deste estudo para ampliar a compreensão sobre como redes, coalizões e iniciativas multiatores operam na prática.
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O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global
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A segunda edição do estudo “O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global” reúne análises e recomendações que apontam a integração entre restauração florestal e produção agropecuária como caminho para um desenvolvimento de baixo carbono, com ganhos climáticos, produtivos e econômicos.
Produzida por uma coalizão formada pelo Instituto Arapyaú, Instituto Itaúsa, Agroicone, Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Instituto Clima e Sociedade (iCS), Imazon, Amazônia 2030, CEBDS e Uma Concertação pela Amazônia, a publicação amplia a análise para todos os biomas terrestres do país e destaca que 61% do território nacional é coberto por formações florestais, evidenciando a importância de fortalecer políticas públicas, investimentos e mecanismos de financiamento capazes de impulsionar a economia da floresta em pé.
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