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Um ecossistema que aprende, ajusta e amplia seu alcance |
O estudo em destaque nesta edição, fruto da experiência acumulada de mais de 100 empreendimentos apoiados pelo Fundo Vale, integra as análises que estamos concluindo a partir dos cinco anos iniciais da nossa Teoria de Mudança 2030. Os resultados indicam que os avanços mais consistentes não costumam surgir de iniciativas isoladas, mas da combinação entre recursos financeiros, apoio à gestão e governança, planejamento e conexões com mercados.
Em outra frente, o programa ECOSociobio evidencia como aprendizados construídos no território podem ganhar escala e se transformar em política pública. Inspirado na experiência do Sustenta.Bio (iniciativa do Fundo Vale em parceria com o ICMBio), o novo programa busca ampliar a agenda da sociobiodiversidade em unidades de conservação federais e fortalecer a conexão entre conservação, geração de renda e protagonismo comunitário.
Também trazemos nesta edição uma matéria sobre o debate internacional sobre agricultura regenerativa, que deixou claro, em Piracicaba (SP), que a transição produtiva já não depende de convencer o setor sobre sua importância, mas de criar as condições necessárias para que ela seja economicamente viável, consistente e escalável.
Já o Desafio de Bioinovação na Amazônia mostra um caminho promissor de articulação entre P&D e saberes comunitários. Mais do que criar produtos, a iniciativa propõe reorganizar a forma como conhecimento, biodiversidade e mercado se relacionam, a partir de uma lógica de valorização da floresta em pé e das cadeias da sociobiodiversidade.
É essa combinação de aprendizado, escala e responsabilidades múltiplas que atravessa esta edição e reforça a importância de seguirmos qualificando as bases do impacto que queremos sustentar no longo prazo.
Boa leitura!
Patrícia Daros Diretora do Fundo Vale |
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Estruturação de Negócios de Impacto e a Complexidade de Apoios
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Levantamento com mais de 100 empreendimentos participantes dos programas apoiados pelo Fundo Vale traz aprendizados para financiadores e dinamizadoras do ecossistema de impacto. O estudo é um dos destaques das análises sobre os cinco primeiros anos da Teoria de Mudança 2030 da organização |
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Co-criado com comunidades da Terra do Meio e Acre, iniciativa do Idesam busca inovadores e especialistas em P&D para desenvolver produtos a partir de cadeias da sociobiodiversidade da Amazônia, com prêmios de até R$ 200 mil |
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Agricultura Regenerativa: acelerando a transição
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Fórum internacional reúne em Piracicaba (SP) ciência, mercado e produtores, com participação de Geoffrey Hawtin, vencedor do World Food Prize 2024 |
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Iniciativa do ICMBio é apresentada em evento na Japan House São Paulo, com participação do Fundo Vale, que compartilhou aprendizados do Sustenta.Bio – programa voltado ao fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia |
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Co-CEO e cofundador da Climate Ventures |
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O estudo da Climate Ventures, “Estruturação do Mercado de Soluções Baseadas na Natureza (SbN)“, lançado na Brazil Climate Investment Week e publicado na plataforma A Onda Verde (aondaverde.com.br), mostra que esse mercado não escala em silos. O que isso significa na prática para quem está tentando tirar projetos do papel?
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Significa que projetos isolados não viram mercado. O gargalo não está na falta de boas soluções, e sim na ausência de uma infraestrutura de mercado que funcione de ponta a ponta. Para escalar, as peças precisam operar juntas: pipeline visível, coordenação territorial, assistência técnica, governança, financiamento adequado e compradores. Sem isso, cada iniciativa é estruturada do zero, a um custo alto. Quando essas camadas se encaixam no mesmo território, projetos isolados viram uma sequência de oportunidades mais previsíveis e financiáveis.
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Que tipo de capital e de estrutura financeira fazem diferença para esse mercado avançar, e onde entra o capital filantrópico?
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As SbN operam com uma lógica de tempo e risco que ainda não é bem absorvida pelo financiamento tradicional, porque os ciclos são longos e os retornos podem vir em etapas. O estudo aponta a necessidade de estruturas financeiras que acomodem risco e prazo, como o blended finance. Ao mesmo tempo, traz uma ressalva: o capital filantrópico não deve ser usado apenas para “segurar o risco” do privado; ele precisa também sustentar investimentos sistêmicos, fortalecer organizações intermediárias e testar mecanismos e arranjos que acelerem os projetos. É nesse papel que entram organizações de fomento como o Fundo Vale, que mobiliza recursos, oferece apoio técnico e fortalece estruturas que ajudam o mercado a funcionar melhor.
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O estudo propõe organizar os segmentos do ecossistema em níveis de afinidade. Como essa abordagem ajuda a diferenciar o que é, de fato, SbN, do que é apenas “interface” com a agenda ambiental?
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Essa distinção não cria hierarquia: ela calibra expectativas, instrumentos e dá mais precisão à leitura de mercado. Partimos da definição da ONU (UNEA), que entende SbN como ações para proteger, conservar, restaurar, usar de forma sustentável e gerir ecossistemas, com benefícios simultâneos para clima, biodiversidade e pessoas. A partir daí, o estudo separa os segmentos com atuação direta, os que dependem de comprovar ganhos reais e os de interface — que só entram como SbN quando demonstram integridade, origem regenerativa e adicionalidade. As nature techs aparecem como habilitadoras, trazendo rastreabilidade, monitoramento e verificação (MRV).
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Conheça quem faz acontecer a Meta Florestal
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O Imaflora é parceiro da Meta Florestal 2030 da Vale e do Fundo Vale na gestão das salvaguardas socioambientais e na certificação de evolução da recuperação das áreas. Giulia Andrich, engenheira agrônoma que atua na avaliação socioambiental das áreas recuperadas, conta como o cenário se transformou ao longo de cinco anos.
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Justiça Climática nas Favelas e Periferias
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Apresentado no Impacta Mais 2026, estudo da TETO mostra que 86% das favelas enfrentaram eventos climáticos extremos no último ano. A pesquisa evidenciou a urgência de criar “ilhas de frescor” e mitigar o chamado estresse térmico, especialmente crítico em comunidades como as do Rio de Janeiro. |
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