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Capital, ciência e inovação para uma transição justa |
No início do mês, o Instituto Tecnológico Vale (ITV) promoveu uma agenda sobre genômica e bioeconomia dentro do Programa Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), iniciativa em parceria com o ICMBio. O GBB se tornou a maior iniciativa de mapeamento genético da biodiversidade brasileira e sua relevância vai além da produção científica de ponta. Os dados apoiam políticas públicas, estratégias de conservação e contribuem para o desenvolvimento da bioeconomia.
Na Amazônia, o número de startups de biotecnologia e de ativos da biodiversidade cresceu 400% entre 2019 e 2025, segundo levantamento da Fapesp com dados da Jornada Amazônia. O potencial da sociobiodiversidade é enorme, mas é preciso ampliar o financiamento das inciativas. No Congresso Latino-Americano de Casos de Open Innovation, apresentamos nossa atuação no Cubo Itaú e no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, destacando a importância de oferecer infraestrutura aos empreendedores da agenda de floresta e clima e conectá-los a investidores.
Os destaques desta newsletter convergem em uma mesma direção: como transformar natureza em valor sem reduzi-la à matéria-prima? Como financiar modelos produtivos mais seguros para o clima e a biodiversidade, e mais justos para as comunidades?
Essa perspectiva dialoga com o tema do painel que participaremos no Impact Minds 2026 – conferência da Latimpacto, que acontece em Manaus, de 8 a 11 de setembro. Em um espaço que reúne investidores e atores estratégicos do ecossistema da América Latina e Caribe, o Fundo Vale debaterá o financiamento de inciativas que fortalecem a autonomia nos territórios.
Na Roda de Conversa com a Rede Conexão Povos da Floresta, Juliana Dib reforça essa mensagem ao afirmar: “A atuação em rede permite somar conhecimentos, recursos e capacidades técnicas. Mas é fundamental que essa construção tenha como ponto de partida e de chegada o protagonismo das comunidades”.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em um evento no Chile, mostrou que a transição para sistemas alimentares resilientes depende de crédito adequado aos ciclos agrícolas e às realidades locais, além de organização coletiva, assistência técnica e compartilhamento de riscos financeiros.
Em comum, essas agendas mostram que potencial e recursos já existem. O desafio está em conectá-los, sem esquecer que uma economia sustentável, justa e inclusiva se constrói com investimentos que geram benefícios compartilhados.
Boa leitura!
Patrícia Daros, diretora do Fundo Vale
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Conferência Latimpacto 2026
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Realizada em Manaus, de 8 a 11 de setembro, com participação do Fundo Vale — membro fundador da organização —, a conferência aposta na diversidade de experiências para ampliar a conexão entre participantes e fortalecer a efetividade de soluções socioambientais na América Latina e Caribe
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Inovação aberta a favor da Amazônia |
Iniciativas Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia e Amazônia ao Cubo, que contam com o apoio do Fundo Vale, são apresentadas no 5º Congresso Latino-Americano de Casos de Open Innovation |
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Genômica e sociobioeconomia
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Workshop do Instituto Tecnológico Vale e ICMBio debate caminhos para gerar conhecimento científico sobre a biodiversidade para impulsionar a bioeconomia. Participação do Fundo Vale reforçou a importância de integrar genômica, saberes tradicionais e inclusão justa em cadeias produtivas sustentáveis |
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Sistemas alimentares sustentáveis
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FAO debate em Santiago como transformar recursos em resiliência no campo. Evento reuniu governos, bancos de desenvolvimento, instituições financeiras, setor privado e organismos internacionais para discutir mecanismos capazes de ampliar investimentos em territórios rurais da América Latina e do Caribe |
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Secretária Executiva da Rede Conexão Povos da Floresta.
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1. A Rede Conexão Povos da Floresta alcançou neste ano a marca de 2.700 comunidades conectadas na Amazônia. De que forma a internet e a inclusão digital têm beneficiado povos indígenas, quilombolas, extrativistas e de outras comunidades tradicionais?
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Acreditamos que a conectividade é uma ferramenta de fortalecimento territorial e de garantia de direitos. Entre os resultados, estão o acesso a serviços de saúde e educação e a políticas públicas; o fortalecimento da comercialização e da geração de renda; o apoio à gestão e à proteção dos territórios; e a ampliação da participação social e política. Para os povos tradicionais, isso também significa fortalecer seus modos de vida e conhecimentos, dar visibilidade às suas próprias narrativas e ampliar a capacidade de participar das decisões que os afetam. Talvez o impacto mais importante seja a autonomia das próprias comunidades para utilizar a conectividade de acordo com suas necessidades e prioridades.
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2. A iniciativa reúne mais de 50 parceiros, entre lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil, instituições públicas e apoiadores do setor privado, como o Fundo Vale. Como vocês avaliam a articulação multissetorial?
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A experiência mostra que desafios desta dimensão só podem ser enfrentados de forma coletiva. A atuação em rede permite somar conhecimentos, recursos e capacidades técnicas. Mas, para nós, é fundamental que essa construção tenha como ponto de partida e de chegada o protagonismo das comunidades. Ter organizações representativas (CNS, COIAB e CONAQ) como lideranças institucionais traz o entendimento da realidade e dos conhecimentos de cada comunidade, e o nosso papel é conectar as demandas às capacidades dos diferentes parceiros. Mais do que reunir instituições, buscamos construir uma rede com os povos tradicionais no centro das decisões.
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3. No início de agosto aconteceu o 3º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na comunidade de Mazagão, no Amapá. Como os encontros presenciais ajudam a fortalecer a rede?
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Uma rede como essa não se constrói apenas por meio da conexão digital. É necessário criar espaços de escuta, troca, confiança e construção coletiva. Os encontros nos permitem compartilhar experiências, reconhecer avanços, discutir desafios e, sobretudo, definir conjuntamente os próximos passos. O encontro no Amapá evidenciou a força da CNS e sua capacidade de aproximar diferentes territórios, transformando experiências locais em aprendizados para toda a Amazônia. É a combinação entre conectividade e presença que dá força à Rede, amplia resultados e fortalece o protagonismo das lideranças comunitárias. Convido a todos a ver o vídeo do nosso encontro e a nos seguir para acompanhar nossos avanços.
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A II Semana do Clima da Amazônia mobilizou a cidade de Belém entre 29 de junho e 4 de julho. A programação reuniu representantes dos territórios, da sociedade civil, do poder público, da ciência e do setor privado para aproximar os compromissos climáticos da COP30 das soluções práticas em curso na Amazônia.
Com mais de 7,3 mil pessoas presentes, 220 horas de programação e mais de 70 eventos e atividades distribuídos por mais de 20 locais em Belém, a programação foi desenhada em consonância com a Agenda de Ação da COP30, conectando os compromissos a agendas operacionais. Os painéis autogestionados debateram soluções em pilares como transição justa, adaptação climática e fortalecimento da bioeconomia, além de temas transversais, como gênero e clima, e a prevenção de doenças agravadas por mudanças climáticas.
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O capital para a ação climática existe, mas ainda encontra barreiras para alcançar quem mais precisa. Diante desse desafio, a Climate Ventures e a Sitawi Finanças do Bem desenvolveram a proposta de um novo instrumento financeiro para a justiça climática, voltado a redesenhar o acesso a recursos, fortalecer o protagonismo dos territórios e apoiar iniciativas que atuam na linha de frente da proteção dos biomas.
A publicação contou com o apoio do Fundo Vale, da BMW Foundation e da Fundação Grupo Boticário, e foi construída de forma coletiva, por meio de um processo de cocriação que reuniu organizações da sociedade civil, negócios de impacto, financiadores e especialistas. Como resultado, o material apresenta diagnósticos, uma tese de investimentos e recomendações práticas para fortalecer o ecossistema de finanças climáticas.
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