24/06/26

IPrograma ECOSociobio amplia estratégia do Sustenta.Bio para fortalecimento da sociobiodiversidade 

Iniciativa do ICMBio é apresentada em evento na Japan House São Paulo, com participação do Fundo Vale, que compartilhou aprendizados do Sustenta.Bio – programa similar voltado ao fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia 

Um encontro na Japan House São Paulo apresentou ao setor privado o Programa ECOSociobio, estratégia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fortalecer as economias da sociobiodiversidade em unidades de conservação federais. Inspirado na experiência do Sustenta.Bio, programa do Fundo Vale em parceria com o ICMBio — em andamento desde 2023 -, o novo programa é marcado pela ampliação territorial de soluções integradas que conectam conservação, geração de renda e valorização de comunidades tradicionais.  

O evento, realizado pelo pelo ICMBio e pela Embaixada do Japão no Brasil, com apoio do Fundo Vale, reuniu Mauro Pires, presidente do ICMBio; Tomoaki Ishigaki, ministro e chefe adjunto da Missão da Embaixada do Japão no Brasil; e Carlos Roza, presidente da Japan House São Paulo, além de empresários japoneses, instituições parceiras e representantes de comunidades tradicionais. Tatiana Rehder, coordenadora-geral de Articulação de Políticas Públicas e Economias da Sociobiodiversidade do ICMBio, apresentou as diretrizes do ECOSociobio, enquanto Márcia Soares, da Gerência de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale, compartilhou os aprendizados acumulados com o Sustenta.Bio. 

“O Sustenta.Bio é reconhecido como uma experiência positiva de construção de pontes entre saberes tradicionais, soluções de organizações da sociedade civil e o mercado. O programa mostra que cada cadeia da sociobiodiversidade tem seu próprio ritmo e que, para ampliar impacto, é preciso governança articulada, protagonismo comunitário e métricas capazes de evidenciar o que funciona”, disse Márcia Soares.  

O Sustenta.Bio apoia hoje 15 unidades protegidas da Amazônia, com foco no fomento de cadeias da sociobiodiversidade, como pirarucu, castanha-da-amazônia, açaí,  óleos vegetais, entre outras. O programa atua no fortalecimento da governança de organizações, cooperativas e associações, melhorias em infraestrutura, qualificação técnica e abertura de mercados para a comercialização da produção. Já o ECOSociobio, instituído formalmente pela Portaria ICMBio nº 163, nasce com alcance nacional para coordenar iniciativas similares em todo o sistema federal de Unidades de Conservação (UCs), que somam 347UCs, abrangem 171,8 milhões de hectares e envolvem cerca de 100 mil famílias de povos e comunidades tradicionais.